sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Ainda ando por aqui...


Esta semana voltei a correr. Não muito..., mas já deu para aquecer.
2.ª - 25'
4.ª - 42'
6.ª - 40'
Amanhã logo se verá. Estou a voltar aos poucos.
Não faço ideia do que se passa com a minha cabeça, mas simplesmente instalou-se em mim uma total desmotivação para a corrida nestas últimas 2 semanas. Depois de ter tido que parar quase 1 semana, por razões pessoais, comecei a sentir esta imensa preguiça física e mental, da qual ainda está muito difícil de sair...
No entanto, vou tentando...

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Uma Palavra aos A.P.'s


Olá Ana e António,
Obrigada pelas vossas palavras.
Às vezes a vida é assim, não é?!...As coisas não correm tão bem, acontecem imprevistos, sou obrigada a adiar a corrida para outra altura e aí começo a entrar em parafuso. Já não corro desde segunda e isso deixa-me angustiada. Sinto o corpo mais pesado e preso. E não gosto da sensação. Sinto necessidade do esforço físico, de me sentir viva, como quando corro.
Mas até lá acho que vou acatar o conselho da Ana. Vou tirar os dias que sentir necessidade, até "querer" e decidir voltar a mim. E não vou sentir culpa.
I'll be back.
Até breve meus amigos e companheiros.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

A escorrer por ali abaixo...


Já há dias que não escrevo aqui. Acho que é mesmo porque não tenho o que escrever.
Há dias de vazio, e ultimamente é isso que tenho sentido em mim. Um vazio.
Sou uma máquina, um corpo mecanizado. Uma vida mecânica. Respirar para viver, trabalhar para sobreviver, comer e beber para entorpecer e dormir para esquecer (mais do que descansar). E talvez deva ser sempre assim. Feliz é aquele que não pensa e apenas vive, dia após dia? Talvez, mas não até ao fim... Há-de-chegar o momento de reflexão, na vida de todos.
Isto não são palavras de uma vida infeliz. Sou feliz, e vivo um dia de cada vez. Mas também sinto que quando não penso muito, a vida me corre melhor. É deixar andar, como as águas de uma ribeira, devagarinho a escorrer por ali abaixo. Havemos de chegar a algum lado...
Corrida - neste momento é um departamento em reconstrução. Estou sempre a adiar os meus treinos. Corri no Domingo (1h02'), na Segunda (40') e hoje também me vai ser impossível.
Iniciei um diário com os meus treinos e tempos. Já tem 4 semanas, mas também muito espaço em branco.
As coisas hão-de tomar um novo rumo. Eu hei-de começar a treinar mais. Eu sei, eu posso, eu quero. Mas hoje não.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

X Milhas do Guadiana - 05/11/2006

No Domingo, marido, filho e eu lá fomos novamente lá para os lados de Espanha. Já tínhamos até uns amigos que queriam vir connosco assistir à prova, mas tendo a conta o tempo que fazia em terras de Quarteira, decidiram permanecer no conforto do lar.
Por íncrivel que pareça, sempre pensei que ia fazer a corrida sob chuva da grossa, mas não.
Metemo-nos na auto-estrada em Loulé sob uma chuvinha pouco recomendável para quem gosta de manter o penteado. Mas mal avistamos Montegordo, a chuva pára e mais a Nascente, nuvens brancas a contrastar com o negro do céu que nos cobre.
Chuva nem sinal dela em terras de Sua Majestade. Ayamonte e Vila Real de Sto. António estavam secas.
Chegámos a Ayamonte, mais uma vez, muito em cima da hora. Faltavam cerca de 20' para a prova começar e eu ainda tinha de ir ao Estádio buscar o dorsal e o chip. Mas foi rápido! Faltavam 7' e eu lá ia (de sapatilhas novas) a aquecer até ao local de partida (que se deu a cerca de 150 metros do Estádio).
Na partida, estava tudo animado. E tinham razão para tal, esta prova é engraçada. Não sei porquê mas esta é uma prova de que gosto especialmente, não sei se tem a ver com a distância ou não (16 km não é muito mas tb não é pouco), mas gosto de lá ir, já é a 4.ª vez que a completo. Talvez seja pela mistura de nacionalidades que lá encontramos.
Estava lá a Ana, minha nova companheira de provas, pronta mais uma missão.
Deu-se a partida e a trote lá fui. A subidinha antes da grande descida para Portugal, serviu de aquecimento e de despertador. Depois, encontrámos um Sr. Vento muito simpático que nos empurrou de feição quando estávamos no topo da ponte.
É claro que até aí, tudo corria bem, mas aquele malandro do Vento sueste, de repente, já na planície em direcção a Vila Real, põe-se contra nós. Daí até à cidade ainda foram cerca de 6 km.
Lá tive de ter uma conversa com as minhas pernas e com a minha cabecinha pessimista. "Vá anda, mexe-te, agora é só até ali àqueles arbustos, depois já se vê..." ( e aí, virava o disco...)
Bem, mas lá cheguei... e inteirinha. Mas com a noção, que estas pernocas precisam de uns treinos mais regulares e de mais kms em cima. Engraçado...Digo isto depois de todas as provas que faço... É talvez para manter a esperança que vou fazer melhor na próxima.
No final, um beijinho à Ana e ao Eduardo, umas fotos para recordar mais tarde e a recolha do saco. Um saco enorme que transportava uma t-shirt. Esqueceram-se de uma bebidinha? Não faz mal!
Gostei muito mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão: Esta prova é mais difícil de cá para lá ou de lá para cá ????????? Cada um tem a sua opinião, mas eu ainda não tenho a minha.
Bem, se calhar, tenho é de corrê-la mais vezes...
Sentença final: 16 kms - 46 mulheres em prova (488 atletas no total), eu fiz 1hora 27', fiquei em 402.º, mas penso que em 17.º das mulheres.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

As velhas e as novas Ajudantes

Acima estão as minhas velhas sapatilhas. Têm sido a minha companhia nas corriditas dos últimos 3 anos.
Sim, eu sei! É uma vergonha sacrificar um par de sapatilhas por tanto tempo...
No entanto, só pode significar uma coisa: têm sido boas, i.e., cumprido a sua missão!
De qualquer forma, também não conseguia encontrar aqui no Algarve umas melhores, para substituí-las. Já andava há algum tempo à procura de umas assim parecidas. E por acaso, até cheguei a comprar umas da Adidas, que não prestavam e acabei por oferecer.
Mas, a verdade, e tenho de admitir, as velhotas já estavam a precisar de uma reforma, e por isso com uma ajudinha da Sr.ª D.ª Maria Pimentel da loja JocaDesporto em Quarteira, lá consegui arranjar umas novas ajudantes.
Estas novas são mais mariquinhas em termos de design e cor, mas gosto muito delas. O número foi igual, um 40,5 . Foram desenhadas para treino e competição.
Vamos lá ver se é agora que começo a correr mais depressa. Pois, porque se calhar a culpa era das velhas sapatilhas. As fulanas já estavam cansadas, já não davam mais...

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Meia-Maratona do Algarve

Já estava com saudades de escrever aqui, mas ultimamente tenho tido mais trabalho que o habitual.

Bem, mas hoje o assunto é a Meia do Algarve. Não fiz a Meia para meu descontentamento, mas fiz a Mini que não sei ao certo quantos kilómetros foram (sei que foram, no mínimo 10kms).

Não me vou alongar muito hoje. Vamos dizer que...não fiquei muito satisfeita com a minha prestação. Não sei porquê, mas o corpo estava noutra. Noutra dimensão , talvez.
Levei a família toda, num dia que ameaçava ser de chuva e muito vento. Foram o pai, a mãe, o sogro, a sogra, o marido, o filho e só não foi o cão porque não tenho, porque senão ia também.

Fomos despachados, pois em menos de 50 minutos estávamos lá. O dia, de repente, ficou ensolarado. Parecia uma manhã de Agosto, clara, brilhante e quente.
Bem, meus amigos, é o Algarve, não é?

Chegámos a Vila Real de Santo António um pouco em cima da hora, mal deixei o meu marido estacionar o carro. Fui-me despindo pelo caminho, e quando cheguei ao estádio/ à pista já estavam todos alinhados para a partida.

Como esperava encontrar uma amiga que conheci neste mundo em rede, liguei logo o satélite. Fui encontrar a Ana Pereira, logo ali à minha frente. Ali estava ela, de boné azul, a tentar disfarçar (eh,eh), mas facilmente reconhecível! O que é que ela pode fazer? A fama é uma coisa chata, dá nisto. Começam a aparecer pessoas como eu a chatear, a meter conversa, a querer um beijinho. Mas pronto, agora já a conheço, a mulher dos textos irresístiveis (já não passo sem dar um saltinho ao seu blog), e do sorriso honesto.
A Ana ainda me apresentou mais dois colegas, o A.P. e o E.S. do Fórum "O Mundo da Corrida". Já viram a minha sorte? Ainda nem sequer eram dez da manhã, e eu já fizera mais três amigos.

Deu-se a partida, e o pessoal começou a sua luta individual de 21 kms contra si próprios. Eu ainda tinha a esperança de fazer a 1.ª volta, sentir-me bem e fazer a segunda para completar a meia, mas não... Só havia duas palavras para descrever o meu estado: estava rota (mas não de rastos). E nem sei porquê!? Não tive desculpas: nada de dores no joelho ou no tornozelo, nada de mal estar,...foi simplesmente um mistério para mim, aquele estado indesculpável em que me encontrei no final.

Por acaso, ontem durante o meu treino, fui sempre a pensar nisso. Admito que a falta de treinos contribua bastante, mas ainda houve outra coisa...

Fui sempre na conversa durante toda a corrida. Se não era com os meus colegas, era com o público...Ora, nunca mantive qualquer concentração, nunca estive focada no esforço e no que ia a fazer.

Pode parecer parvoíce, mas ajuda-me concentrar-me no meu próprio corpo, falar com ele, com as pernas, os braços, controlar a respiração...
No próximo fim-de-semana faço o teste, em Ayamonte. Nada de tagarelices (isso, só início e no fim da prova)! Se a conversa ajudasse, tínhamos visto o Eduardo Henriques em amena cavaqueira durante a corrida, mas não, ele ia concentrado...

Bem, mas a prova esteve muito bem organizada, adorei encontrar alguns amigos que raramente vejo, fazer novos amigos e conviver naquele ambiente de festa.
No próximo domingo, espero que nos encontremos novamente todos, para mais uma grande festa. Até lá.