quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Benafim 2007

Lénia, André, Graça e Natália

No domingo passado o céu ameaçava abater-se sobre nós, mas curiosamente à medida que subíamos pelo barrocal acima até à serra, o tempo parecia querer melhorar.
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Lembro-me do ano passado quando ingenuamente me apresentei na linha de partida em Benafim para completar 16kms num percurso desconhecido de altos e baixos cuja inclinação ignorava por completo. Apesar de algum sofrimento e de quase uma desistência, superei a prova de forma surpreendente.
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Este ano, já a par da realidade da morfologia daquela terra pequenina, resolvi que este corpo não estava preparado. E parti apenas por 8 kms (metade do percurso). E cheguei bem, mas cansada, conformada de que ter seguido caminho por mais oito teria sido inconsequente.
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Éramos 4 mulheres este ano, mais do que as duas do ano anterior. Três completaram os 8 e uma apenas os 16kms.
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Orgulhosamente, fui a primeira destas 4 a atingir os 8 kms. A Graça (no centro da foto) veio a seguir, e na companhia do marido aventurou-se por mais aqueles kilómetros. Em terceiro veio a amiga Natália (na foto à direita) de Faro.
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No final, um chazinho e uns bolinhos e muita conversa. A chuva, essa apanhou os atletas durante os restantes 8 kms. Eles abençoaram-na porque apesar do céu nublado, a temperatura não era baixa, pelo contrário. No entanto a contrastar com as temperaturas elevadas e o sol radiante do ano passado.
1.º lugar - Femininos - 8 kms
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Quando foi altura de entregar os troféus aos primeiros classificados, para meu espanto havia prémios também para os atletas dos 8 kms. E eu recebi o do 1.º lugar. Fiquei contente e posei para a fotografia (que me irão enviar, espero).
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Para o ano, já está combinado. Se houver saúde e disponibilidade, eu e a Natália lá estaremos para os 16 kms. Fica combinado.
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Hoje já treinei 1 hora. Foi o treino mais longo que fiz nos últimos meses. Há que treinar e habituar as pernas. Quero ir às X Milhas do Guadiana. E este ano é de Vila Real para Ayamonte. Não me assusta!
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Um bom feriado e um grande fim-de-semana para todos. Boas corridas!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A minha balança


A minha balança todos os dias diz-me isto! É cá uma doida!...
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E já agora a todo o pessoal que tem deixado os seus comentários,
um beijinho e um abraço.
Tenho ido visitá-los, mas não tenho tido tempo de retribuir. Beijinhos!
E um bom fim-de-semana para todos!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Ah, Paris, Paris, comme c'est belle!


Já fui a Paris e já voltei ! Fantástica aquela cidade! Até agora, uma das favoritas.

Não corri lá, mas vi tantos corredores e corredoras que fiquei admirada. Fiquei arrependida de não ter levado as sapatilhas...Mas também, chegou o exercício que fiz lá...Valeu por uma meia-maratona. Foram literalmente quase 4 dias a calcorrear as ruas do centro de Paris e não vi tudo.

As gentes, a gastronomia multicultural, a fusão étnica, lindo de se ver... Aconselho a todos. Não achei os franceses antipáticos, até pelo contrário. Não achei que fosse uma cidade cara, pelo menos tão cara como por aí divulgam. Não achei que fosse uma cidade muito poluída. Não achei que fosse uma cidade violenta, até pelo contrário.


É para voltar, com certeza, mas para a próxima está agendada uma ida à Disneyland, com o petiz.


Saudades! Fiquei com saudades de uns crepes que andei por lá a comer e da bela comida turca, libanesa, grega e acima de todas, da japonesa. (É verdade, vocês nem imaginam a quantidade de japoneses que vi!!!)

E claro, fiquei com saudades da Torre Eiffel, que achei linda de morrer. Quando a vi, ia caindo para o lado, especialmente vista do Trocadero. E do museu D'Orsay, que contém algumas das minhas obras favoritas, mais do que no Louvre.
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Quanto à corrida, continuo a treinar, mas ainda não tive tempo de fazer treinos mais longos. Ando nos 35-40 minutos. Espero tratar disso este fim-de-semana.
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Mas por agora, deixo-vos algumas imagens desta viagem relâmpago, mas muito deliciosa (crepes, é claro!).
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Boas corridas!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Corri !


Passei por aqui para dizer que esta manhã finalmente corri. Foram 35 minutos de prazer.



Relativamente aos comentários que recebi... na verdade, sou uma sortuda pois o meu marido ajuda-me no possível.

Apesar de ser uma "morning person", antes das sete tenho dificuldade em levantar-me, ainda está fresco, a cama está quente. Compreendem, não é? Mas digo-vos uma coisa: se tivesse companhia, até às cinco eu ia. Mas sozinha?...

Foi bom saber que a Fátima, umas das leitoras deste blog, partilha do mesmo gosto que eu e tem dois filhos! Ah, super-mulher! (Diga mais coisas, quero saber mais sobre si. Quando é que vamos correr?:-)

A minha querida Ana tem toda a razão no que diz respeito à dificuldade que as mulheres, que já constituíram família, têm quando querem dedicar-se a actividades, como a corrida, que implica dispenderem algumas horas por semana das suas vidas. Há ali uma co-relação entre a sua fraca afluência em provas e a sua dificuldade em gerir vidas profissionais e pessoais.

É também muito bom saber que o António Bento também tem dificuldade em treinar e conjugar treinos com a profissão e a família, mas ele consegue e além disso também presta apoio todas as manhãs à família. Clap, clap. ;-)



E agora, desculpem-me qq coisinha, é que estou com tanto sono hoje que as palavras já custam a sair e nem sei se alguma coisa que escrevi faz sentido. Por isso, desde já, as minhas desculpas.



Bem, por agora é tudo. Há afazeres. Amanhã vamos viajar. Paris espera-nos. E a corrida vai ter de esperar por mim até para a semana. Nos próximos dias vai ser marchar, marchar pelas ruas da capital "française".



A todos um óptimo fim-de-semana!




quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Conciliar a Vida com a Corrida



Há uns dias que não punha aqui as mãos. E também há uns dias que não ponho os pés numa bela corridinha. Para me lembrar do último dia em que corri, teria de ir ao ipod...Muito high-tech, não é?
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Amanhã em princípio vou correr, mas como tenho de ir muito cedo, antes das sete da manhã, não posso prometer nada. É que entretanto a minha vida profissional sofreu uma mudança, assim como os meus horários, que dantes eram muito flexíveis. Agora tenho de entrar ao serviço às 9 horas (como o resto da população portuguesa), antes ainda vou deixar o miúdo na creche, e só volto a sair às 18h15 a tempo de apanhar o miúdo até às 18h30 (o limite para a creche). A partir daí seguem-se os afazeres domésticos (o jantar, preparar o dia de amanhã, arrumar a cozinha e tratar de alguma roupa, engomar, estender, etc...). Assim sendo tenho perfeita consciência que vai ser tramado conseguir ir treinar à tarde ou ao anoitecer.
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Amanhã deveria estar a sair de casa às 6h50 se quisesse fazer uns bons 40 minutos de treino e alongar um bocadinho, para ainda vir a tempo de tomar um duche, arranjar-me, tratar do miúdo e do almoço.

Mas para ser sincera, ainda não sei se me apetece e já estou com receio de nunca me apetecer levantar-me tão cedo. É que eu sou daquelas pessoas que preciso de umas belas 8 horas completas de sono para me sentir revigorada, e isso nem sempre é possível.
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E ainda por cima, na segunda fui a uma consulta médica daquelas que é necessário para o trabalho, em que a médica que me consultou me disse que eu não devo correr, só devia marchar...Quando ela me disse aquilo, pensei para mim: "Tá bem, tá..." Dizer aquilo a uma pessoa como eu, é mesmo falta de sensibilidade e tacto. Então, diz-se daquela maneira uma coisa destas? Deixar de fazer umas das coisas que mais gosto de fazer nesta vida. Mais valia dizer-me para deixar de comer. Sempre era mais fácil, olha e perdia logo os 5 kilos a mais, olha e depois caía para o lado, olha, mas era feliz, e olha, morria satisfeita. Agora, não correr? Mas isso cabe na cabeça de alguém?
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E pronto, chega de queixas.
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E vocês como é que fazem? Corredores por este mundo fora? Como conciliam trabalho, família, viad social e o prazer de correr?

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Amigos da estrada

Tantas vezes saio por essa estrada fora a pé ou de bicicleta e sei que estou a pôr em risco a minha vida. De bicicleta, nem se fala. Saio de casa, sem saber se voltarei inteira.
E esta é a verdade.
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A estrada é de todos e só quem não ama a vida humana e não sente respeito por ela, conduz de forma criminosa, a acelerar sem se distanciar minimamente de quem tem o direito de usar a bicicleta pelas estradas e caminhos deste país.
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Escrevo-vos isto hoje, depois de ter recebido do meu irmão a notícia abaixo. Quase diariamente, o meu irmão percorre as estradas do Sotavento algarvio, na sua bicicleta. No domingo, alguns dos seus companheiros e famílias foram assolados por uma tragédia.
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Não acredito que quem cometeu este crime, o tenha feito de forma intencional. Acredito sim, que muitos de nós conduzem estas armas poderosas e potenciais assassinas, muitas vezes em piloto automático. Ou a olhar para a paisagem, ou a falar ao telemóvel, ou a olhar para os miúdos que vão lá atrás sentados. Minha gente, isso é conduzir em pura negligência.
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No entanto, muitos outros há que conduzem com sério desprezo por quem usa uma pequena parcela da estrada, à sua esquerda. Muitos há que julgam que, nos dias de hoje onde se vive a velocidade estonteante, as estradas são um espaço exclusivo para os poderosos das máquinas da velocidade. Ali não há lugar para os meios de transporte mais lentos, e por isso muitas vezes nem se dignam a afastar-se ligeiros centímetros da sua rota, porque simplesmente acham que essa não é a sua obrigação e que os outros não têm o direito de ali estar, na sua pista.
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Triste, não é? Mas ainda tenho esperança. Esperança de nunca acabar estendida numa estrada, e esperança que muitos comecem a pensar mais nos outros e a conduzir com mais responsabilidade e respeito pela vida humana.
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Sempre que pego no meu carro, faço-o com muita atenção, porque sei que também eu não estou a imune a acidentes. Mas mantenho-me constantemente alerta, porque de certeza que tirar a vida a alguém inocente deve ser do mais terrível que nos pode acontecer.
Leiam a notícia e pensem. Esta realidade é uma probabilidade para todos nós. Há que estar atento.
2007-08-13


Olhão: Do acidente resultou ainda um ferido
Embate na EN125 tira a vida a ciclista


Todos os domingos um grupo de amigos de Bias, próximo de Olhão, costuma dar uma volta de bicicleta. Mas ontem o passeio – que ainda mal havia começado – teve um desfecho trágico com a morte de um dos ciclistas e ferimentos num outro. Os dois foram atingidos por um carro na Estrada Nacional 125.


Os cinco amigos partiram de Bias – localidade à beira da EN125 – pelas 09h00. Tinham como destino Olhão, onde os esperavam mais alguns companheiros do pedal. Só que, mal se fizeram à estrada, houve um que furou o pneu da bicicleta. Dois colegas pararam para ajudá-lo. Dois outros optaram por não sair das bicicletas, andando para trás e para a frente, à espera dos companheiros.Um deles era Rogério Arraias, de 62 anos, mais conhecido por ‘Sandokan’. Antigo funcionário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Rogério estava já há alguns anos reformado e era um amante do desporto, praticando atletismo, ioga e ciclismo. Percorreu algumas centenas de metros em direcção a Olhão e depois regressou em direcção a Bias.Estava a poucas centenas de metros de casa quando sofreu o embate de um carro – um Volkswagen Golf – que seguia no mesmo sentido. Rogério Arraias, cuja bicicleta ficou destruída, foi atingido pela parte da frente do automóvel e teve morte praticamente imediata. O corpo esteve duas horas na estrada até ser removido. O ciclista que seguia com ele, de 49 anos, teve mais sorte, embora tenha ficado ferido.
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"ELE SÓ DIZIA QUE NÃO OS VIRA"
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Luís Godinho era um dos elementos do grupo de ciclistas. Ficara para trás a ajudar um colega que furara um pneu da bicicleta quando se deu o acidente, pelo que não viu o que aconteceu. Foi avisado pouco depois do sucedido por um automobilista e dirigiu-se para o local. Deparou com o colega estendido no chão. Não dava sinais de vida, apesar de não aparentar grandes ferimentos externos. “Não sei... Talvez tenha partido o pescoço”, refere o ciclista. O condutor do carro – um português em férias, que seguia com a mulher e dois filhos para a praia – encontrava-se em estado de choque. “Ele só dizia ‘eu não os vi. Só me apercebi quando se deu o choque’”, conta Luís Godinho.

José Carlos Eusébio

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Parabéns


Estou de parabéns!

Ontem fez 3 anos que sou mamã de um traquinas.

Por isso, parabéns a mim!

Corrida da Baía de Monte Gordo

Praia da Manta Rota - Partida

Praia de Monte Gordo - Chegada


Participei na 21.ª edição da Corrida da Baía de Monte Gordo, pela 4.ª vez, no passado domingo. A primeira vez foi há cerca de 11 anos atrás e as outras vezes têm sido consecutivas nos últimos 3 anos.
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Este ano melhorei o meu tempo em dois minutos, relativamente ao ano passado. Fiquei bastante satisfeita com o meu desempenho por duas razões: 1.ª porque não tive dores nenhumas, nem agora; 2.ª porque soube gerir bem o meu esforço, conseguindo melhorar o meu tempo. Afinal parece que a coisa não está tão má por aqui...
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Há uma semana quando fui ao médico, fiquei um pouco desiludida com a consulta. Depois de lhe mostrar o resultado da ecografia aos joelhos (que trazia uma recomendação para fazer uma ressonância m.), o médico nem sequer me observou como disse que o faria na segunda consulta. Depois parece ter ignorado a recomendação e disse-me apenas que teria de descansar quando sentisse dores. E quanto tempo? Disse-me que pelo menos 6 a 8 semanas. Fiquei espantada com a resposta dele. Como é que uma pessoa está parada assim durante tanto tempo. Então todo aquele esforço e preparação vai-se em três tempos com tanto tempo de recuperação...
Bem, neste momento, estou à espera da autorização da directora do Centro de Saúde para a ressonância ( a qual eu quase insisto em fazer), para depois levar a receita ainda à A.R.S. para saber se comparticipam esta ressonância. Enfim, ...
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Bem, mas voltando à corrida que é o que interessa. Gostei muito de ter estado em Monte Gordo no domingo. A corrida partiu às 10 horas da praia da Manta Rota em direcção a Monte Gordo.
Fiz a corrida sempre acompanhada pelo sr. Cabral, que já me tinha apoiado noutra corrida ali para os lados da Serra. Foi muito agradável, porque além da companhia agradável também encontrei outras caras conhecidas, nomeadamente a Ana Pereira (Foi uma surpresa vê-la ali! Está muito magrinha, mas com óptima cara!), a Natália que voltou a estas lides pelas mãos da equipa da Remax de Faro, a Adélia que ganhou a corrida nas mulheres, o Helder e a Eliana que correram sempre juntinhos e no final ainda estive com o António Pinho e o José Carlos. À distância ainda vi o Zé Duarte.
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Durante o percurso, recebi muitas palmas do público e muito incentivo. E se não foi impressão minha, parece que este ano houve mais público a assistir e a apoiar. Coisa bonita de se ver!
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Digam-me lá se não tinha sido engraçado ver algumas imagens desta bela corrida nos noticiários?! Todos os dias, na secção desportiva dos telejornais é sempre a mesma coisa: futebol. Não sou contra o desporto-rei, mas e que tal variarem um pouco? Com tanta actividade desportiva por este país fora e tanta gente empenhada no desporto amador... Chiça! Parece que está tudo comprado e manipulado. Olha, é uma pena...bem, mas pelo menos a RTP2 presenteia-nos todos os fins-de-semana com um apanhado geral de algumas modalidades.
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No final da corrida a sentença: 41' 45'' de pura diversão durante 8 kms. Pelo menos, melhor do que no ano passado.
Para consultar as classificações da prova, cliquem aqui.
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No final, um mergulho com o meu peixinho e uma bola de berlim, (ups, devia ser segredo)...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Este fim-de-semana foi assim...




O meu peixinho foi dar uma corridinha com o pai.

Surgiram cavalos ao pôr-do-sol.


Um corredor na labuta.

Continuo feliz porque os meus joelhos continuam felizes e saudáveis.
A seguir, venham daí os 8 kms na Baía de Monte Gordo, no dia 12 de Agosto.
Boas corridas para todos!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Estou feliz

À chegada à Lagoa de Sto. André,
a analisar a linha da Meta e a admirar a paisagem que rodeia a lagoa.

Já passaram quase três dias desde que corri. No sábado passado rumámos até à Lagoa de Sto. André e tudo correu bem.
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Saímos do Algarve fora de horas, por volta das 14h30. Ainda queríamos ir visitar os avós em duas localidades diferentes, em S. Domingos e em Santiago do Cacém. A poucos kilómetros de Sto. André, é verdade, mas as visitas à família querem sempre prolongar-se, ainda por cima, quando temos uma avó querida que fez bolo e pudim e espera que nos sentemos e comamos aquilo tudo, após o almoço. Infelizmente não comi nada, e a visita foi curta. Eram quase 16h quando chegámos a S. Domingos e ainda queríamos ir a Santiago fazer a outra metade das visitas. Mas lá o fizemos, e os velhotes acharem aquilo meio confuso : "Então, e tu sabes correr?", "Ah, mas e depois não te doem as pernas?", "Ah, a Lénia está mais cheinha, está boa!" (Ai, estes elogios até me quebram a alma, mas pelos vistos ter boa perna (?) é sinal de saúde por aqueles lados, que se há-de-fazer?!).
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Bem, partimos para a Lagoa de Sto. André já eram 17h40 , e nós nem fazíamos bem ideia do caminho a tomar e as inscrições eram até às 18h. Mas como todo o drama que não é drama, lá chegámos a tempo e horas. Ao ver aquele frenesim de gente em volta da área do Secretariado, senti um friozinho no estômago. Já há uns meses que não vinha a uma corrida.
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Estava um pouco preocupada, apesar de não me ter doído os joelhos nessa semana, pensava sempre que não ia aguentar a pedalada. E o mais curioso é que ao começar a aquecer, comecei a sentir uma leve dor num joelho. Fiquei logo ali desmoralizada. Mas também pensei: "Que se lixe, agora vou em frente, nem que esta seja a última corrida da minha vida!"
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Ao inscrever-me, ainda perguntei ao senhor que visse se estava uma tal de Ana Pereira inscrita. Mas nada, o computador não registava esse nome. Pensei logo que não ia encontrar caras conhecidas no meio daquele turbilhão de gente. Mas encontrei.
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Perto da linha de partida, olhei para o lado e vi a aquecer uma rapariga muito elegante, que logo reconheci. Era a Ana Paula Pinto. Cumprimentei-a e ainda trocámos algumas palavras. Muito simpática, claro.
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Na linha de partida, encontrei a meu lado o Eduardo Santos e outros elementos da equipa O Mundo da Corrida, inclusive a Alice Roma. Ainda reconheci a cabeça do Zé Magro, vi o Rui Lacerda e ao longe o António Pinho.
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Ao longe, da linha de partida, via-se a rotunda que ficava a meio de uma subida que se prolongava por cerca de 1 km. Pensei cá para mim que seria uma sorte aguentar até àquela rotunda...
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Pum! E partimos pela estrada fora e pelos passeios fora. Éramos muitos, cerca de 500 atletas.
Fui devagarinho, e animada fui pela conversa dos meus companheiros de estrada. Quando reparei já estava praticamente em cima da rotunda, com o meu pai a correr a meu lado a perguntar-me se me doía alguma coisa. A resposta foi negativa. Sentia-me bem até àquele momento.
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Continuei alerta, a controlar o ritmo. Cerca do quarto km, vejo os atletas a fazer o caminho de retorno. Começo então a animar as caras conhecidas: o Eduardo, o Helder, o António P., o Zé Magro, a Eliana, a Ana Paula... Por esta altura, sinto-me óptima e vejo que, provavelmente, não há perigo. Sinto correr em mim, um fio de adrenalina pelo meu corpo e apresso a passada. Em poucos minutos já estou a descer até ao ponto de retorno, e sinto-me bem. Ao fazer a subida que indicava o caminho de volta, sinto-me óptima. Ainda pensei em refrear a passada, mas para quê?! Sentia-me capaz de fazer mais, mesmo com o vento a pressionar-nos de frente.
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Lá fui. Passei por algumas caras conhecidas e cruzei-me com outros com quem tinha iniciado esta corrida. O resto da corrida foi perfeita. Senti-me liberta, como se me tivessem tirado as amarras. Na descida que antecedia a meta, receei pelos meus joelhos, mas fiz o que me apetecia e mandei tudo às urtigas.
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Foi uma corrida feliz, pouco sofrida e muito fresca. Para o ano lá estarei, se Deus quiser.
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No final, tive oportunidade de me encontrar com outros companheiros, nomedamente, o Victor Silva, o Rui Lacerda, o Zé Magro e o Ventura Saraiva.
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Depois do esforço, a festa. A junta de freguesia está de parabéns pelo jantar. Houve comida para todos, atletas, família e povo, em geral. Cada um serviu-se de peixe, carne, pão, batatas fritas, fruta e bebidas. O meu pai e marido assaram as sardinhas.
Apesar da poeira e do frio que se instalou com o cair da noite, passámos ali um bom bocado com um pequeno baile e pessoas animadas, e além disso, as sardinhas estavam gordas. A pele até saltava. Tirei algumas fotos da festa, e houve até quem pensasse que eu era a fotógrafa de serviço, dispostos até a pagar!Ainda pensei em dar-lhes um orçamento...:-)
Bem, e assim foi esta experiência de correr em terras do Alentejo.
Já descansei domingo e segunda, hoje volto à estrada, para mais uns kilometritos.
Até à próxima, companheiros...
Bons treinos!

A partida dos atletas.



Eu devia estar muito bem escondida lá para trás.
Já na descida a caminho da meta, em suspensão.


O meu peixinho estava a "puxar" por mim, nesta altura.

Depois da chegada.
Mas tanto levantamento de pesos, e onde estão os músculos?

Ventura Saraiva, José Magro, eu e Rui Lacerda




O ambiente da festa

As sardinhas gordas da costa alentejana.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Um pedaço desta terra


A minha praia habitual.







O peixinho gosta muito deste parque!
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Amanhã é o grande dia!
Amanhã volto a participar numa corrida: os 9 kms na Lagoa de Santo André. Já desde Fevereiro que não ia a uma corrida à séria.
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Estou muito contente porque desde terça-feira que não me doem os joelhos. Mas na quarta fui correr apenas 30' e no final fiquei com um pé muito dorido. Foi uma dor que me apanhava todo o peito do pé, em especial quando andava ou flectia os dedos dos pés. Mas não houve problema, pelo menos não eram os joelhos. Tentei não forçar o pé na quarta e na quinta, e apliquei gelo e Reumon. Hoje quando acordei senti melhorias (Ufa! Que alívio! Estava a ver que agora tinha arranjado outra desculpa para não conseguir correr...), e por isso fui até ao ginásio testá-lo bem na passadeira. Fiz 30' e não houve dor. Perfeito!
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Não me inscrevi na corrida, mas sei que posso inscrever-me in loco até às 18 horas. Fixe!
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Esta semana pensei que mesmo que andasse com dores, ia na mesma, porque se não fosse ia ficar muito desiludida. Praticamente não tenho corrido. Tenho feito algumas corridinhas de 30' a 40', duas a três vezes por semana, mas nada mais longo do que isso. E tenho pena, anseio por aqueles treinos de uma hora, uma hora e meia, que fazia há uns meses atrás. E o engraçado
é que quanto mais o meu corpo me tenta impedir de fazer aquilo que gosto, mais vontade tenho de o fazer.
Ponho-me a ler artigos, fóruns, relatos de pessoas que correm kms às dezenas...e fico com inveja. Tenho receio que deixe de poder fazer isso. Nem quero pensar que tal possa acontecer. Afinal, a corrida é das coisas que mais gosto de fazer e aquilo que melhor me faz à mente e ao corpo.
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Vamos ver! Ainda não é desta que a máquina me dobra o espírito.
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Amanhã já sei que vou ser uma vergonha para mim própria. A minha média por km nos treinos tem andado à volta dos 6 minutos, por isso sei que não vou fazer muito menos do que isso na corrida. Tenho andado muito cautelosa! Cada passada que dou é estrategicamente planeada: onde ponho o pé no chão, onde vou pôr o pé da próxima vez, como estão a reagir os joelhos, reduzir a velocidade em qualquer declive. Afinal o que eu ando a fazer é, nada mais, nada menos, do que andar a poupar os joelhos para que isto não se agrave e eu possa continuar com estes treininhos de mariquinhas... Sim, de mariquinhas. É que eu nem acelerações faço, com receio de avariar a máquina...
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Uma coisa em que tenho pensado muito nestes últimos dias é na importância da nossa saúde. Dêem muito valor à vossa saúde. Isso mais que tudo, é o que nos permite fazer aquilo que mais gostamos e sermos as melhores pessoas que podemos ser.
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Hoje, para o fim-de-semana, lembrei-me de reunir umas fotos de Quarteira, a partir do site Flickr.
Afinal a cidade-vila do caos urbanístico não é assim tão má...
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Boas corridas!








segunda-feira, 16 de julho de 2007

Verão doce-amargo

Monte Gordo, 19 horas, 14/ 07/2007

Este fim-de-semana dediquei-me em exclusivo à família. Não pensei em correr, pensei apenas neles. Mas no fundo, fiquei um pouco triste por não ter ido à corrida da Baía de Lagos, da qual tive conhecimento na sexta-feira. No sábado, decidi que era melhor não arriscar os joelhos, deixá-los descansar, isto se eu quisesse ir a Santo André ( e no caminho ir visitar os avós). Fizemos praia na praia de Almargem e também em Monte Gordo. Que maravilha de dias que por aqui temos tido.
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Nem acreditei quando vi as fotos do Raid Melides-Tróia...Parece que São Pedro andou por lá a pregar partidas aos veraneantes. Vi as fotos da Ana e algumas do Eduardo Santos no Mundo da Corrida. Muito giras!
No domingo pensei nesses malucos! Como é preciso estar bem preparado para fazer 43 kms a correr em areia solta a meio do Verão, hein??!!! Gostava de lá ter estado para assistir à grande prova das areias. Bem, pelo menos tenho as fotos e alguns relatos. Espero que todos se tenham divertido, tanto a correr como a assistir.
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Na semana passada treinei os 5 dias consecutivos. Foram treinos muito lentos, quase auscultados. Fui sempre alerta para qualquer dor. Não tive dores.
Por isso dedidi ser inteligente e parar durante o fim-de-semana, não fosse o Diabo tecê-las.
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Não sei porquê, as dores voltaram no sábado à noite, em especial quando subia lances de escadas com o meu peixinho de 13 kgs nos braços. Ontem, percebi que o melhor era passar o testemunho ao pai nas escadarias.
Depois, apliquei Reumon e por dentro amuei...Sim, por dentro parece que ganhei uma melancolia. Ainda há dois dias corria pela estrada fora, tão contente...parecia que estava a voltar aos velhos tempos de joelhos sãos.
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No sábado de manhã fui fazer uma ecografia aos joelhos. Ia com a esperança que detectassem alguma coisa, que me dessem algum tipo de diagnóstico, para que pudéssemos proceder de imediato ao tratamento...Mas não! O senhor disse que não via nada, que ia apenas aconselhar uma ressonância. Eu logo ali, pensei: "Fixe! Parece que isso das ressonâncias não costuma falhar!"
Agora só espero que o médico de família consiga que eu não pague a totalidade dessa ressonância, que cada uma, a cada joelho, custa nada mais, nada menos que 290 euros (no mínimo). Mas a consulta só será a 3 de Agosto. A ver vamos!
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Esta tarde quero ir correr. Aplico mais um bocadinho de Reumon, e lá vou testar estas canetas. Depois quando voltar, gelo e mais Reumon.
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É desta que se calhar vou começar a tomar a tal da Glucosamina. Nunca fui adepta de suplementos. Não confio muito nestas coisas. Alguém por aí toma disto?

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Falésia Beach

Vai uma corridinha?

Os pezinhos do Peixinho

Jumpin'

Praia da Falésia - 19 horas

Ontem por volta das sete da tarde lá foi a família Ribeiro para a praia da Falésia, logo ali ao lado de Vilamoura.

Eu, claro, aproveitei e dei uma escapadela. Fui dar uma corridinha ali pelas redondezas. É que apesar de estar maré vazia, senti que o chão estava muito duro. Optei por sair dali e fui até à avenida principal de Vilamoura onde andei por ali às voltas.

Quando cheguei já tinham apanhado um balde de conquilhas, que aqui nesta família, é o segundo desporto principal, a seguir ao futebol, à excepção da minha pessoa. Não é que não goste de cadelinhas, mas não me dá muito prazer andar por ali a dar ao pé.

No final da corridinha, sim porque foi pequenina e muito lenta, ainda tentei dar um mergulho, mas a água não estava à minha temperatura ideal. Mas na quarta-feira...ai, ai, até me babo só de pensar...Há anos que eu não experimentava coisa assim. A água do mar estava tão boa, que quase me imaginava nas Caraíbas. Sabem o que é entrar dentro de água e simplesmente não sentir quase a diferença entre a temperatura do mar e do ar? Pois é, muitos não o saberão, porque até eu há uns bons anos que não via coisa assim. Aqui fica o relato, para vossa inveja, eh, eh!
Bem, tenho de ir! Mas antes quero deixar aqui umas boas-vindas a duas meninas-bebés que nasceram esta semana: à Diana (9/07/2007) e à Leonor (11/07/2007). São umas gorduchinhas cor-de-rosa do melhor que há. Beijinhos e felicidades à Marta e à Susana, duas amigas minhas que viveram esta semana a alegria da maternidade ( a Marta sendo repetente).

Bem, pessoal, BOM FIM-DE-SEMANA!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O Pinhal

O treino de hoje foi dedicado à praia e ao pinhal. De manhã logo cedinho antes das 8 horas, fui em direcção aos pinheiros, lá para os lados da praia de Almargem (ao lado da praia de Vale do Lobo).
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Normalmente não gosto de me meter por trilhos no meio de pinhais, por isso só corro na vereda paralela à praia. Tenho receio de cães com apetite por carnes bem conservadas. Além disso, ainda carrego em mim, na coxa esquerda, uma cicatriz que me serve de alerta e "souvenir" de um encontro com alguns dos melhores amigos do Homem, em que, infortunadamente, estava no local errado a horas erradas. Foi um treino interessante há uns anos, perto da praia dos Tomates.
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Mas hoje foi diferente. Nada de marcas nem medalhas de bravura na pele.
Era manhã, mas não muito cedo, porque senti o calor a atacar. Foram apenas 30', mas serviram perfeitamente, para me tonificar a mente e até refrescar os pensamentos adormecidos. Ainda corri algumas pegadas pela areia solta, a um passo muito lento, parecia eu que estava em "slow motion".
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Logo a seguir, uma caminhada de 40' na areia. Mas a maré estava alta, e apesar de estar a vazar, a inclinação foi suficiente para sentir um dos meus pés e tornozelos "desarticulados", ao fim de umas horas.
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Vamos ver se amanhã consigo ir mais cedo e apanhar uns ares mais frescos. Os meus joelhos estão a responder mais ou menos bem. Quero realmente marcar presença em Santo André, nod ia 21. Vamos ver! No final desta semana tenho marcada uma radiografia aos joelhos, vamos ver se começo a tratar disto à séria...
Desejo-vos uma óptima semana!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Melhor Blog (Junho 2007)

Decidi começar a eleger os meus blogs preferidos para cada mês. Começo com o mês de Junho.

Melhor Blog - Junho de 2007
A Minha Corrida de Nuno Cabeça

Já viram como o blog do Nuno Cabeça está um espectáculo? Já há muito tempo que não o visitava... Fiquei maravilhada, o Nuno tem-se esmerado, sim senhor!
Visitem-no! Fica aqui a sugestão.

domingo, 1 de julho de 2007

Training in progress

Vim aqui deixar um olá a todos. Um obrigado aos amigos que me têm deixado comentários. Agora com os dias mais longos tenho tido mais dificuldade em vir aqui postar. Que estranho, não é? São mais longos e por isso arranjam-se mais actividades em família, logo o tempo disponível também parece mais curto.
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Espero que estejam todos a treinar e a gozar alguns dias de sol e calor, de preferência, na praia e não fechados num escritório, a tempo inteiro.
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Hoje tivemos muito vento aqui em Quarteira, a manhã começou por ser agradável mas começou a levantar-se vento forte a partir do final da manhã. De qualquer maneira, a minha época de banhos está praticamente terminada aqui em Quarteira, um turbilhão de gente tem vindo a aterrar no Algarve, desde sexta-feira. Começou o Verão para os Turistas. Bem sei, bem sei... todos temos direito a um pedaço de praia e a algum descanso.
Mas aqui, em Quarteira, em Julho e Agosto, descanso? Isso é coisa que não se encontra por aqui nesta altura do ano. Os supermercados ficam atolados de gente, as ruas intransitáveis (porque os carros são para levar até ao areal, se possível), as pessoas nervosas, os putos gritam, as sogras contestam, os vizinhos queixam-se, as carteiras ficam vazias. E para quê? Será que alguns destes conterrâneos já ouviu falar das belas praias da Costa Vicentina, do Sudoeste Alentejano? Aí, sim, pode haver alguma paz e descanso para estes guerreiros...
Mas não, por alguma razão, Quarteira faz parte do imaginário desta parcela da população do centro e do norte do País como praia paradisíaca. E logo nós aqui, que se não puxássemos areia do fundo do mar, estaríamos quase sem praia...
Quem lê estas palavras, deve pensar que sou contra o turismo por terras de Carteia, mas não, sei que o turismo é parte essencial na nossa economia. Mas admito que me faz confusão o turismo em massa, principalmente em praias, onde as pessoas se levantam às seis da manhã para ir espetar a sua sombrinha na praia antes dos outros milhares, e que às nove da manhã já lá estão a sentir o odor corporal de meia dúzia dos vizinhos mais próximos, que lhes rodeiam a sombrinha estrategicamente colocada, mal o sol raiou. Eu até aceito tudo isto, mas tenho dificuldade em compreender, e muita dificuldade em chegar à linha de água, no meio de tanta toalha estendida, cadeira e sombrinha aberta.
Mas expliquem-me! O pobre do trabalhador chega cá ao final de um ano de trabalho, gasta o seu dinheirinho, a sua paciência nisto...E para quê? A sério, não compreendo. Isto não são férias de qualidade.
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Bem, desculpem-me lá esta dissertação sobre as férias em Quarteira (que por sinal é até uma bela terra de Outubro a Junho, tanto em clima, como em qualidade de vida, isto prometo-vos), durante a semana voltarei aqui para pôr a conversa em dia.
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(Já agora, quem for fã da Vanessa Fernandes, vai aparecer qualquer coisa sobre ela na revista Sábado, na próxima quinta-feira. Parece que é surpresa.)

Bem,por agora é tudo. Uma boa noite de domingo para todos.



quinta-feira, 21 de junho de 2007

Aos seus lugares!


Aqui estou eu, mais uma vez, a recomeçar pela quarta ou quinta vez desde o início deste ano.
Mas...não faz mal... O importante é mesmo voltar a erguer-me e avançar.
Hoje acordei com um objectivo a curto prazo: os 9 kms da Lagoa de Santo André, a 21 de Julho. Ou seja, dentro de um mês exactamente.
Tem de ser! A última prova em que participei foram os 20 kms de Cascais. Que saudades de estar rodeada por gente que partilha o mesmo prazer pela corrida como eu. Que saudades tão grandes!
Hoje voltei a correr. Foram só 30 minutos, mas deu para avaliar como está o esqueleto e as outras partes moles. Nada bem... Os pastéis de nata deram-me esta barriguinha (barriguinha não, pregas cutâneas), com quem terei de ter uma conversa séria. Ou os pastéis ou a corrida!
A corrida, claro e nem se fala mais nisso, ponto final.~
Queria ainda pedir-vos um grande favor. Ao pessoal que já conhece o percurso da corrida em Sto. André, podiam deixar aqui uma descrição e a vossa opinião da prova? Como é o percurso, horário, etc... Ficaria-vos muito grata.
Estou agora a ouvir Tony Bennett. Ele canta " The best is yet to come...". Gosto de pensar que sim.
Hoje fico por aqui. Portem-se bem. Gozem bem a vida enquanto podem, pois Isaac Newton previu que em 2060 possivelmente já não estaremos cá.
Mas...não pensem nisso!;-))
Desejo a todos um excelente fim-de-semana.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ó tempo, espera aí...Não corras!


Ultimamente, tenho tido uma enorme dificuldade em gerir o meu tempo. Ou tenho muitas coisas para fazer ou penso demais e não faço nada. Não sei...Às vezes, parece que estou a enlouquecer. Vejo pessoas que tem vidas muito mais complicadas que a minha e que parecem manter o controlo sobre as coisas: a casa, os passatempos, a família, o trabalho. Eu não! Parece que a vida não nos dá tempo para gerir tanta coisa ao mesmo tempo eficazmente. E isso provoca alguma frustração e ansiedade.


Perdida é como me sinto ultimamente. Se vou treinar, não trato da casa e sinto-me culpada. Se não vou treinar, entro em paranóia porque não estou a cuidar de mim. E se entro verdadeiramente em stress não faço nada e entro em auto-comiseração.

Eu sei que, no fundo, isto é o resultado de uma mente perfeccionista. Ou faço tudo bem, ou então deixo o comboio descarrilar e depois preciso mesmo de ajuda.


Mas, se tudo correr bem, espero que a minha a cabeça entre nos eixos ainda esta semana, assim como a lida da casa e a roupa para engomar.


A falta de tempo explica-se também por andar ausente de casa nos últimos dois fins-de-semana ( e no próximo também). Temos ido acampar para a ilha de Tavira, actividade que muito nos apraz. O que antes era sinónimo de dias de puro descanso e comunhão com a natureza, agora com um reguila de quase 3 anos, envolve algum stress e preocupações extra. Mas ainda assim, tudo correu bem e os mosquitos também não se detiveram :-)


O meu joelho tem andado melhor, apesar de na 5.ª feira passada ter dado sinal de vida quando me dobrei para apanhar uma coisa do chão. Foi uma dor aguda e bastante forte, mas desde então não tenho sentido nada. A corrida tem sido pouca, e muito lenta, lenta mesmo. É assim, até perder algum receio e algum peso (aquele, que ando a tentar perder, à custa de pastéis de nata...mas, caras amigas, não tentem isto em casa, pois acho que não está a funcionar...:-))).

Bem, por agora é tudo. Deixem-me ir que já estou atrasada...Até breve.

domingo, 20 de maio de 2007

Pois é , é a idade...



Ainda treinei na passada segunda e terça-feira, mas desde então tive de encostar a máquina. Um dos joelhos nem me permite uma simples flexão no dia-a-dia. De manhã sinto-me bem, mas ao longo do dia a dor volta a manifestar-se.
Na quinta-feira fomos ver o filme "The Zodiac". Não sabia que aquele filme tinha uma duração de quase 3 horas!!! No final da sessão, os meus joelhos ressentiram-se por passar tanto tempo sentada. Nem as pipocas resolveram a situação:-))
Com um pouco de Reumon e uns dias de descanso, espero que isto vá ao lugar, senão terei de tomar outras medidas: ir consultar alguém entendido na matéria (mas onde e quem??).
Entretanto, vou continuar com uns passeios a pé (que chatice!) e uns exercícios no ginásio.
Hoje por aqui está um excelente dia para isso, está fresquinho, a contrastar com os últimos dias de Verão (o meu carro tem registado 32 graus). Vou aproveitar hoje, porque vem aí um Verão especialmente quente!
Bem, espero que estejam todos a passar um bom fim-de-semana, recheado de treinos descontraídos ou de provas simpáticas.
Eu por exemplo, hoje podia estar num passeio de cicloturismo de 60 kms, em Faro ou na prova de 10 kms da cidade de Vendas Novas. Não estou, mas espero que o pessoal se esteja a divertir por mim.
Vemo-nos por aí...Fiquem bem!