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Hoje está a ser doloroso fisicamente, mas ontem foi um dia delicioso - concluí os 20 kms de Cascais, chegando inteira, e na vertical.
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Estava um dia de chuva, mas cerca de 40 minutos depois do início da prova, a chuva cessou e o sol deu o ar da sua graça. Partimos às 10h, com uma volta de 5km por Cascais e passagem pela linha de meta, cumprindo os restantes 15km com ida até ao Guincho e regresso. Mais uma vez, fiquei deliciada...O percurso é bastante agradável e a única parte que assusta é uma descida depois da Sr.ª da Guia que, parecendo longa, nos faz temer o regresso. Mais tarde, constatei que a descida parece bastante mais longa do que a subida. O máximo, não é? Ou será apenas boa gestão de esforço?
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Logo no final dessa descida, na primeira metade, conheço o António Sul, que a partir daí, acompanha-me e, mais tarde, acompanho-o eu a ele, até ao final.
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Eu ia toda feitinha para ir caladinha, coisa rara...pois, no passado, constatei que indo focada nos meus objectivos, e concentrada na minha respiração e passada, alcançava melhores resultados. Mas, desta vez, de vez em quando, lá trocava algumas palavras com o meu parceiro, sendo ele o condutor principal das conversas.
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Senti-me sempre bem, mas até alcançar o ponto de retorno no Guincho, não sabia se tinha capacidades para aumentar o ritmo. O António neste aspecto foi um grande apoio, pois mesmo antes de chegar a esse patamar, já tínhamos começado a apertar mais um pouco e a ultrapassar. A partir daí, fomos sempre a ultrapassar. E que bela sensação!
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O vento naquela zona prega-nos sempre a partida. Achamos sempre que temos o vento contra quando vamos para lá, mas assim que voltamos, parece que ainda nos castiga mais. Logo, logo, esqueci o vento e concentrei-me na subidinha a seguir à Qta da Marinha. Nada de nada. Receios para quê? Não voei, porque me sinto pesada, mas fi-la sem dificuldades. Senti que estava em controlo, apesar dos níveis de confiança não estarem a 100%.
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Com o apoio do António, a partir do km 18, foi sempre a dar o meu melhor (com cautela). Curiosamente, a descida mais inclinada é sempre onde sinto que não rendo o suficiente, que poderia alargar mais a passada e soltar-me mais. Talvez se deva ao receio de lesão nos joelhos.
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O final estava ali, à curva. E antes de vislumbrar a meta, já sentia que esta missão estava cumprida, estando os objectivos praticamente todos alcançados.
Tudo cumprido. Numa 1h50', tal como em 2008. Três anos depois, 3 kilos a mais, mas a pujança de sempre. Parabéns a mim!:-)
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E muitíssimo obrigada, António.
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Logo no final dessa descida, na primeira metade, conheço o António Sul, que a partir daí, acompanha-me e, mais tarde, acompanho-o eu a ele, até ao final.
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Eu ia toda feitinha para ir caladinha, coisa rara...pois, no passado, constatei que indo focada nos meus objectivos, e concentrada na minha respiração e passada, alcançava melhores resultados. Mas, desta vez, de vez em quando, lá trocava algumas palavras com o meu parceiro, sendo ele o condutor principal das conversas.
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Senti-me sempre bem, mas até alcançar o ponto de retorno no Guincho, não sabia se tinha capacidades para aumentar o ritmo. O António neste aspecto foi um grande apoio, pois mesmo antes de chegar a esse patamar, já tínhamos começado a apertar mais um pouco e a ultrapassar. A partir daí, fomos sempre a ultrapassar. E que bela sensação!
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O vento naquela zona prega-nos sempre a partida. Achamos sempre que temos o vento contra quando vamos para lá, mas assim que voltamos, parece que ainda nos castiga mais. Logo, logo, esqueci o vento e concentrei-me na subidinha a seguir à Qta da Marinha. Nada de nada. Receios para quê? Não voei, porque me sinto pesada, mas fi-la sem dificuldades. Senti que estava em controlo, apesar dos níveis de confiança não estarem a 100%.
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Com o apoio do António, a partir do km 18, foi sempre a dar o meu melhor (com cautela). Curiosamente, a descida mais inclinada é sempre onde sinto que não rendo o suficiente, que poderia alargar mais a passada e soltar-me mais. Talvez se deva ao receio de lesão nos joelhos.
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O final estava ali, à curva. E antes de vislumbrar a meta, já sentia que esta missão estava cumprida, estando os objectivos praticamente todos alcançados.
- Objectivo 1: estar na linha de partida com saúde e bem disposta;
- objectivo 2: chegar à linha de retorno;
- objectivo 3: alcançar todas as minhas "lebres" (outros atletas a quem me proponho alcançar e ultrapassar durante a prova);
- objectivo 4: chegar com um sorriso em menos de 2 horas.
Tudo cumprido. Numa 1h50', tal como em 2008. Três anos depois, 3 kilos a mais, mas a pujança de sempre. Parabéns a mim!:-)
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E muitíssimo obrigada, António.
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| À chegada |
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| Eu e o meu peixinho |
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| Número da sorte |
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| Linha da frente. Ornelas, o vencedor incontestável (o rapaz é incrível!!!) está de camisola amarela, no canto esquerdo, atrás do de camisola vermelha. |
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| Todos vencedores. |
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| Ó para mim. Onde está a Lénia? |
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| Eu e o rapazinho que me pediu para chegar em 1.º (mas que se chegasse em 2.º ou 3.º, não fazia mal). |
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| Eu e o António Sul |
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| Já no relax. |
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| Não podia faltar uma com o fotógrafo. |
P.S. Em jeito de conclusão do último post (o efeito das endorfinas ainda não passou e com o entusiasmo da corrida, esqueci-me de vir dar notícias), na passada quarta-feira fui então fazer exames ao coração: um electrocardiograma, um ecocardiograma e uma prova de esforço.
No final, o cardiologista disse-me que de acordo com os exames, estava tudo bem, não se encontrava nada de errado e que eu tinha carta branca para continuar. Na opinião dele, depois de lhe explicar que a única coisa que se tinha alterado na minha rotina antes da corrida, era comer uma peça de fruta (antes sempre corri em jejum), ele achou que pudesse ser uma desordem a nível gástrico, relacionado com o estômago a empurrar o esófago que me pudesse levar a pensar que seria o coração. Não sei...fiquei confusa. No entanto, o Dr. pediu-me para testar as várias situações ( correr em jejum, fazer maior intervalo antes de correr, etc...). O que é certo é que das últimas vezes, depois desta conversa, corri em jejum e não senti nada. No dia da prova, tomei o P.A. duas horas antes e só tomei um pouco de Gatorade e dei duas trincadelas numa barra energética meia-hora antes da partida. Nada, não voltei sentir nada igual (talvez algo lá no fundo, fundinho). Vou continuar a testar. E pronto, aqui fica o meu testemunho, no caso de ser necessário.
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Até breve.












































