segunda-feira, 7 de março de 2011

Mission Accomplished

Hoje está a ser doloroso fisicamente, mas ontem foi um dia delicioso - concluí os 20 kms de Cascais, chegando inteira, e na vertical.
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Estava um dia de chuva, mas cerca de 40 minutos depois do início da prova, a chuva cessou e o sol deu o ar da sua graça. Partimos às 10h, com uma volta de 5km por Cascais e passagem pela linha de meta, cumprindo os restantes 15km com ida até ao Guincho e regresso. Mais uma vez, fiquei deliciada...O percurso é bastante agradável e a única parte que assusta é uma descida depois da Sr.ª da Guia que, parecendo longa, nos faz temer o regresso. Mais tarde, constatei que a descida parece bastante mais longa do que a subida. O máximo, não é? Ou será apenas boa gestão de esforço?
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Logo no final dessa descida, na primeira metade, conheço o António Sul, que a partir daí, acompanha-me e, mais tarde, acompanho-o eu a ele, até ao final.
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Eu ia toda feitinha para ir caladinha, coisa rara...pois, no passado, constatei que indo focada nos meus objectivos, e concentrada na minha respiração e passada, alcançava melhores resultados. Mas, desta vez, de vez em quando, lá trocava algumas palavras com o meu parceiro, sendo ele o condutor principal das conversas.
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Senti-me sempre bem, mas até alcançar o ponto de retorno no Guincho, não sabia se tinha capacidades para aumentar o ritmo. O António neste aspecto foi um grande apoio, pois mesmo antes de chegar a esse patamar, já tínhamos começado a apertar mais um pouco e a ultrapassar. A partir daí, fomos sempre a ultrapassar. E que bela sensação!
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O vento naquela zona prega-nos sempre a partida. Achamos sempre que temos o vento contra quando vamos para lá, mas assim que voltamos, parece que ainda nos castiga mais. Logo, logo, esqueci o vento e concentrei-me na subidinha a seguir à Qta da Marinha. Nada de nada. Receios para quê? Não voei, porque me sinto pesada, mas fi-la sem dificuldades. Senti que estava em controlo, apesar dos níveis de confiança não estarem a 100%.
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Com o apoio do António, a partir do km 18, foi sempre a dar o meu melhor (com cautela). Curiosamente, a descida mais inclinada é sempre onde sinto que não rendo o suficiente, que poderia alargar mais a passada e soltar-me mais. Talvez se deva ao receio de lesão nos joelhos.
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O final estava ali, à curva. E antes de vislumbrar a meta, já sentia que esta missão estava cumprida, estando os objectivos praticamente todos alcançados.
  • Objectivo 1: estar na linha de partida com saúde e bem disposta;
  • objectivo 2: chegar à linha de retorno;
  • objectivo 3: alcançar todas as minhas "lebres" (outros atletas a quem me proponho alcançar e ultrapassar durante a prova);
  • objectivo 4: chegar com um sorriso em menos de 2 horas.
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Tudo cumprido. Numa 1h50', tal como em 2008. Três anos depois, 3 kilos a mais, mas a pujança de sempre. Parabéns a mim!:-)
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E muitíssimo obrigada, António.

À chegada
Eu e o meu peixinho
Número da sorte
Linha da frente. Ornelas, o vencedor incontestável (o rapaz
é incrível!!!) está de camisola amarela, no canto esquerdo, atrás do de camisola vermelha.
Todos vencedores.
Ó para mim. Onde está a Lénia?
Eu e o rapazinho que me pediu para chegar em 1.º (mas que se chegasse em 2.º ou 3.º, não fazia mal).
Eu e o António Sul


Já no relax.
Não podia faltar uma com o fotógrafo.
P.S. Em jeito de conclusão do último post (o efeito das endorfinas ainda não passou e com o entusiasmo da corrida, esqueci-me de vir dar notícias), na passada quarta-feira fui então fazer exames ao coração: um electrocardiograma, um ecocardiograma e uma prova de esforço.
No final, o cardiologista disse-me que de acordo com os exames, estava tudo bem, não se encontrava nada de errado e que eu tinha carta branca para continuar. Na opinião dele, depois de lhe explicar que a única coisa que se tinha alterado na minha rotina antes da corrida, era comer uma peça de fruta (antes sempre corri em jejum), ele achou que pudesse ser uma desordem a nível gástrico, relacionado com o estômago a empurrar o esófago que me pudesse levar a pensar que seria o coração. Não sei...fiquei confusa. No entanto, o Dr. pediu-me para testar as várias situações ( correr em jejum, fazer maior intervalo antes de correr, etc...). O que é certo é que das últimas vezes, depois desta conversa, corri em jejum e não senti nada. No dia da prova, tomei o P.A. duas horas antes e só tomei um pouco de Gatorade e dei duas trincadelas numa barra energética meia-hora antes da partida. Nada, não voltei sentir nada igual (talvez algo lá no fundo, fundinho). Vou continuar a testar. E pronto, aqui fica o meu testemunho, no caso de ser necessário.
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Até breve.

terça-feira, 1 de março de 2011

Já cá cantam mais quinze...

Local de partida - junto à ponte de madeira da Qta do Lago


A nossa Ria Formosa



Euzinha em suspensão

Campo de golfe de S. Lourenço

O Nelsinho sempre à frente - mas quem é que pára este rapaz?

O Lago dos patinhos - tinham ido dar uma volta...

Em pleno Ludo

No regresso
Domingo tivemos mais um treino longo de 15,5 kms, que terminámos em 1h35'. Hoje como tenho pouco tempo, deixo-vos as imagens em vez das palavras, que também dizem muito.
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Amanhã é dia de exames à máquina. Volto com pormenores.
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Boas corridas!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sunday muddy run


No domingo o percurso pela falésia estava um pouco lamacento, sobretudo devido às ovelhas que por ali passam, e que com as suas patinhas trituram o piso molhado. Mas mais uma vez, foi um bom treino de cerca de 14 kms, com bom tempo e uma paisagem de praia de cortar a respiração.
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A praia estava linda, e não fosse a temperatura, parecia um dia de Verão perfeito. Havia pessoas a correr na praia, a caminhar, a pescar, crianças a brincar e o pessoal da escola de surf a entrar na água. The beach days are coming!
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Relativamente a Cascais (let's cut to the chase), o pagamento da inscrição já seguiu e a estadia no hotel está reservada. A minha moral, depois de escrever o último post, subiu. Comecei a sentir-me mais confiante e, depois de analisar as minhas duas prestações naquela prova, verifiquei que, apesar de estar mais leve (cerca de 5-6 kilos) na altura (há cerca de 3 anos), neste momento tenho mais kilómetros nas pernas.
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Mas, mais uma vez, nem tudo são rosas.
Quando acontece uma vez, deixamos passar, mas quando se repete por duas, três e quatro vezes, é altura de prestar atenção. Estou a falar de arritmias cardíacas, julgo eu. Passo a explicar:
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Na semana passada, a meio de um treino, senti algo esquisito no peito, que nunca tinha sentido. Foi momentâneo, não se repetiu e por isso nem dei importância ao sucedido. No domingo passado, voltou a acontecer, cerca de duas vezes. É uma sensação difícil de descrever. Não é como aquelas arritmias ocasionais que temos, quando de repente sentimos o coração mais acelerado, mesmo estando parados. Isto é diferente.
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Sinto o coração como se fosse algo muito grande a querer deslocar-se, parece até que cresce de repente e depois parece que quer subir e sair pela boca. Estranho e difícil de explicar. No domingo atribui isto ao facto de estar a correr num percurso de sobe e desce, com grandes inclinações e acelerações.
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Quando isto acontece, o meu instinto manda-me abrandar ou parar. E assusto-me, pois é uma sensação, como já referi, nova e estranha, obrigando-me a admitir a minha pequenez física.
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Esta semana, voltei a sentir, durante um treino mais acelerado, mas em que ia bastante controlada. Mas hoje, em que íamos num passo tão confortável, volta a acontecer. E aconteceu duas vezes. E o estranho é que eu estava a sentir-me a 200%. Ainda achei que seria por estar a falar muito ( hoje tivemos a companhia de uma amiga), mas mesmo depois de me concentrar, voltou a acontecer.
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Não compreendo o que se passa...e admito que estou bastante preocupada. Os joelhos estão a aguentar-se bem, o peso está a ser controlado, os treinos andam a ser feitos e agora de repente isto?!
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Na sexta-feira, vou consultar o meu médico de família, mas amanhã ainda volto a testar-me a um ritmo novamente confortável, para ver o que acontece.
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E a pergunta óbvia que vos deixo hoje é: já vos aconteceu isto?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tranquilo...

...é como descrevo o meu bonito treino de Sábado passado. Eu e o camarada Nelson estacionámos o carro no parque de estacionamento junto à praia da Quinta do Lago e percorremos 15km numa zona "protegida" que conheço muito bem, pois era lá que treinava antigamente, antes de me mudar de Faro para Quarteira há 10 anos atrás.
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Infelizmente, não é um percurso recomendável para uma mulher sozinha, por isso é com muita satisfação que lá vou, sempre que arranjo companhia. Trata-se de um percurso feito em 95% de terra batida, junto à Ria Formosa, aos relvados e lagos da Quinta do Lago, e na zona florestal do Ludo, junto às salinas. Desta vez, passámos junto ao Campus das Gambelas (Universidade do Algarve).
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Completámos o percurso em cerca de 1h39'. Anseio pelo próximo treino lá, em princípio voltaremos lá dentro de 2 semanas. Anyone?
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Mais uma vez, recomendo-vos este percurso, quando tiverem oportunidade de passar por cá. Cliquem aqui para verem o mapa satélite. As fotos ficam para a próxima, e que fotos! É uma zona fantástica para fotografia.
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Apesar de estar motivada, hoje sinto que, em relação a Cascais, talvez esteja a tentar dar um passo mais longo que a perna. No último treino longo, apercebi-me que sou capaz de completar os 20km, mas será que quero lá ir e desiludir-me comigo própria?
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A razão de ser desta incerteza é que tenho sempre tentado superar-me nesta prova e sinto que, de acordo com a média que tenho feito nos meus treinos, não vou conseguir fazer melhor do que 6'30'' por km. Sinceramente acho que não quero ir lá acabar em 2h ou mais.
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Sei que não estaria aqui com dúvidas, se tivesse conseguido reduzir o peso, mas ele continua cá e em cada treino ainda me sinto a arrastar. Tenho saudades do tempo em que corria com leveza, em que mal sentia os pés a apoiarem-se no chão...
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Nos próximos dias, terei tomado uma decisão. Inteligente, sensata. I hope.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Linda!

Cutie Pie

E por falar em amor...

... há dias em que me irrita aquele tipo de pessoas que pensa que por estar casado, tem direitos (de autor) sobre a cara-metade. Mas o que é isto, minha gente? E estrangula, asfixia o outro, sem se aperceber que, a pouco e pouco, destrói todos os motivos pelos quais se apaixonou por aquela pessoa,  ou seja pela sua singularidade.
E depois é triste, ver pessoas que aparentam ter as suas vidas desperdiçadas porque, a partir do momento em que casaram, deixaram de poder ser elas próprias.
Casar ou namorar significa, para mim, partilhar uma vida, mas não abdicar de mim própria. Um dos objectivos na minha vida é fazê-lo feliz. Mas ser feliz eu própria também, porque afinal parte da felicidade dele é também ver-me feliz.
E hoje ao ler este post do blogue Às nove no meu blog, verifiquei que há quem pense exactamente como eu:
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"Ainda me roubam o homem, credo, que medo. Vou mas é enfiá-lo numa bolha de Actimel e pronto, está protegido contra tudo e todAS e, pelo sim pelo não, ainda acrescento um sistema anti-roubo, com alarmes, e sirenes, e luzinhas do natal e cenas assim. Ninguém-mo-leva, não senhora.
Agora a sério: acreditam que há mesmo quem pense assim? Que quanto mais "prendermos" a pessoa de quem gostamos, mais ela fica "presa" a nós para o desejado "forever and ever"? Mas é que há mesmo. Há mesmo quem pense e sinta este direito de propriedade sobre os outros. Este "deixas que ele isto, ou ele aquilo?", "não tens medo que ele isto, ou ele aquilo?" Medo?
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Claro que quando amamos alguém queremos que o bater do coração descompassado, as borboletas na barriga, o olhar brilhante, o "nada mais importa", perdure, e dure por muitos e bons anos. Claro que quando amamos alguém queremos que aquela pessoa faça parte da nossa vida o tempo todo. Queremos que a felicidade seja eterna. Queremos que a partilha não tenha fim, que a cumplicidade não se esgote e que os silêncios continuem a ser uma zona de conforto. Queremos isso tudo. Queremos o amor para sempre. Claro que sim, e eu não sou excepção. Mas prender? Não deixar/querer que ele/ela faça isto ou aquilo? Mas quem sou eu? Quem somos nós para limitar/condicionar/amarrar/restringir/mandar/obrigar as pessoas de quem mais gostamos? Que erro tão crasso. Que falta de respeito e confiança. Em nós, e na outra pessoa.
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Por isto tudo e tanto mais, é que a letra desta música me faz todo o sentido: 'If you love somebody, set them free...". That's all."



Paul Newman e Joanne Woodward - 50 anos de um grande amor

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Let's talk bras, girls

A corrida é uma modalidade que, para além de uns bons sapatos de corrida, não nos obriga a grandes gastos ou preocupações com o material ou equipamento. No entanto, para nós mulheres, há um acessório essencial, que quem usa, já não dispensa. Falo, claro, de um bom soutien desportivo.
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Há tempos que tenho andado para escrever sobre este tema. E deu-se agora a oportunidade porque ultimamente tenho-me deparado com mulheres no ginásio, mais especificamente, na passadeira, literalmente à solta. E aquilo, dói-me, incomoda-me só de olhar. Como é possível sentirem-se confortáveis com as "meninas"  tão soltas? É que vão para a esquerda, para a direita, para sul, para norte...Aquilo não pode fazer bem!
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E assim, em jeito de missão humanitária, venho apresentar-vos aquele que considero um dos melhores soutiens desportivos de todos os tempos.
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Não posso deixar de sublinhar que as mulheres, com peito mais pequeno, não necessitarão de usar soutiens tão específicos ( ou extreme), mas julgo essencial todas nós termos um bom suporte quando praticamos modalidades de alto impacto, como a corrida.
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Ora, sem me adiantar mais, apresento-vos o meu companheiro de todas as corridas - o Triaction Extreme da Triumph.  Assim que experimentarem, não vão querer outro.
Existe também em preto e podem encontrá-lo em qualquer representante da marca.*




* Não, infelizmente, a Triumph não me patrocina...snif, snif...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sexta à noite

Sushi-Yama em Almancil - recomendado.


Christian Bale: excelente desempenho. Grande capacidade de metamorfose!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

No Domingo foi assim












Este Domingo tive a companhia do amigo Nelson*  durante um percurso de 13 kms. Partimos de Vilamoura em direcção às Açoteias, demos algumas voltas na pista de corta-mato e regressámos junto à falésia. Foi uma corrida bastante diferente daquelas a que estou habituada. Não envolveu praticamente trânsito nenhum, corremos quase sempre em terra batida, e no regresso divertimo-nos imenso num sobe e desce junto à praia. Disfrutámos de um belo ar puro e de uma paisagem costeira muito bonita, já retocada com as cores fantásticas do pôr-do-sol. Concluindo, trata-se de um percurso a repetir.

*(Nota: Este rapazolas meteu-se na corrida há coisa de 1 mês e mal sabia ele onde se estava a meter... Hoje está completamente viciado, já não vive sem a sua dose diária...)

Hoje sinto-me gorda

E esta hein? Sentimento raro numa mulher...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Modernices

Além de algumas linhas que começam a marcar o meu rosto, há outra forma de avaliar o meu envelhecimento. Ultimamente, as tecnologias andam a deixar-me envergonhada.
Há dias que ando a tentar descarregar fotos do meu novo telemóvel, mas está a revelar-se uma tarefa altamente impossível. A minha esperança recai unicamente nos meus filhos. Espero que daqui a poucos anos, já tenha um par de ajudantes para estas lides.

Em breve espero ter aqui as fotos dos meus últimos treinos, sendo o do último domingo especial, pois consegui correr praticamente todo o percurso sem trânsito e num trilho bastante bonito ( e arriscado).

Há cerca de 2 semanas, ainda não estava certa de que conseguiria marcar presença numa das minhas provas favoritas, os 20 Kms de Cascais. Hoje, apesar da data estar a aproximar-se a galope, começo a pensar que terei hipóteses.

Neste momento já só tenho 3 curtas semanas e 5 a 7 kilos que gostaria de deixar em casa, no dia da corrida. Não sei como vai ser, mas como estou numa onda optimista, amanhã tratarei da inscrição.

Para mais informações sobre os 20 Kms de Cascais, cliquem aqui.

Boas corridas!




10-02-2011

Yes, I did it! Já tenho as fotos! E foi tão fácil descarregá-las para o PC que até meteu impressão. O maridinho chegou, sentou, ligou o telelé ao PC e voilá! As fotos apareceram.
Tenho a certeza que há dias em que as máquinas conspiram contra mim...

Adorei

Sabe tão bem, quando do nada, um amigo se lembra de nós, e além do mais, ainda nos traz um presente delicioso como a última edição da revista Runner's World. Obrigada Rui!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Alive and kicking!

Durante os alongamentos , pós-primeira corrida do ano.

Sim, aindo ando por cá...

Desde já, quero desejar a todos um Bom Ano Novo, Happy New Year! Que 2011 nos permita viver mais um ano com muita saúde e alegria.

Deixo-vos algumas fotos do final de 2010 e início de 2011.

Este ano entrei com o pé direito. Em 6 dias já contabilizei (deixem-me verificar a agenda...)... 32 kms. Para mim, nada mau, já que estou a recomeçar. Espero em breve estar de volta a pelo menos 80%, um pouco mais leve e mais rápida.

O peso continua a ser um problema na minha evolução. A passada está curta e o peso do corpo castiga-me os joelhos. Ainda tenho aqui 7 kilos a mais, mas o objectivo seria perder 8-9 kilos até ao Triatlo. O meu marido diz que é impossível. Nada animador, mas o facto é que ele me conhece bem. No entanto, talvez, quem sabe, o possa surpreender...:-)

Objectivos: por enquanto ainda não foram traçados, apesar de ter o desejo de participar nos 20km de Cascais ( e já agora na corrida das Lezírias) e no Triatlo de Quarteira. Em princípio, penso que conseguirei, se conseguir com que a Sofia me deixe dormir mais que 3 horas seguidas de cada vez, se gerir melhor a minha dieta, e se controlar a preguiça quando tenho oportunidade de treinar.

Para Cascais, tenho precisamente 8 semanas, não é muito, mas podia ser menos. A ver vamos...Para já, não faço planos, pois ultimamente, desde que a Sofia nasceu, tenho tido dificuldade em cumpri-los.
.os felizes
O único plano/ objectivo a que me propus no início deste ano é o de começar a respeitar-me mais, a respeitar mais o meu corpo e aprender a gostar mais de mim, com muita paixão. Sei que se for cumprido, todos à minha volta sairão beneficiados, com uma Lénia mais alegre e disposta a fazer todos felizes.
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E como nunca é demais repetir, votos de um Bom Ano e boas corridas para todos!

Na última semana de Dezembro, junto ao calçadão de Quarteira, a minha cidade-adoptiva.

Eu e a Sofia em Novembro.

The love birds.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Regresso

Já tinha saudades de vir aqui a este canto. O tempo passa assustadoramente depressa...
Entretanto já passaram quase dois mesitos desde que me desfiz da minha barriguita e dei à luz uma linda menina.

Hoje decidi vir apresentá-la: escolhemos o nome Sofia, por nos parecer simples e bonito. Assim sendo - eis a pequenita Sofia com apenas 3 dias:



Como muitos de vocês podem imaginar, os últimos tempos não têm sido muito calmos. Um recém-nascido, por mais alegrias que traga, também implica alguns sacrifícios, especialmente quando já temos um menino de 5 anos que também exige a sua quota parte de atenção. E por isso: Internet, a televisão, dormir horas seguidas e a vida social têm sido tudo menos prioridades.
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A corrida tem deixado muitas saudades. Há 13 meses que não corria. Ainda não estou enferrujada, pelo menos a ferrugem ainda não se nota do lado de fora, mas a coisa está feia...
Para começar, engordei 20 kilos (não me perguntem porquê, porque eu sei porquê, mas não me quero lembrar de coisas tristes e ao mesmo tempo tão saborosas), e depois com o Inverno, os inchaços e muitas outras desculpas não pratiquei exercício físico. Pode haver quem pergunte como é possível que alguém que aprecie tanto a actividade física, consiga parar durante tanto tempo. Acreditem, é possível!
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Após o parto a 25 de Maio, cerca de 2 semanas depois, tinha perdido 11 kilos. Mas com noites mal dormidas e um bebé chorão, acabei por entrar em declínio e comer tudo o que me vinha à mão e o que me apetecia, sem olhar a consequências. Resultado: quase 2 meses depois, ainda tenho cerca de 9 kilos para perder, até chegar aos 62 kgs iniciais em Agosto de 2009. Não tenho pressa em perder peso, não me sinto pressionada a seguir dietas, mas tenho realmente de controlar melhor o que ando a ingerir.
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O meu único objectivo neste momento é o de aprender a comer de forma saudável novamente, pois o açúcar tem estado a sabotar as minhas papilas gustativas, influenciando por completo o meu apetite, e consequentemente a afectar o meu regime alimentar. O açúcar, não querendo cair em exageros, parece ser uma droga altamente viciante e há quem considere que seja mais aditivo que a heroína e o tabaco. Por isso, rehab, here I go! Aos poucos, claro...
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Ontem finalmente fui correr pela primeira vez num ano. Já tinha feito umas caminhadas, mas nada de corrida até hoje. Corrida, corrida, não foi o que fiz, foi mais um jogginguezinho ligeiro. É que enquanto carregar com este peso a mais, tenho de proteger os meus preciosos joelhos. Mas fiquei muito satisfeita, senti-me tão livre!!! Foram 25 minutos muito lentos, mas fáceis.
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I'm back ! (sempre que as noites mo permitirem...)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pêssegos!


Felizmente, as paredes até ficaram bonitas... O meu cérebro de grávida é que me faz pensar nas coisas 300 vezes e complicar tudo.
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Vejam só que ontem o meu marido até ficou preocupado comigo, quando me viu no Jumbo a "discutir" com uma funcionária por causa dos meus cereais favoritos. Como é possível, não terem os cereais há semanas? Sabem há quantas semanas lá vou à procura das malditas caixinhas? É que sempre que lá vou e não as encontro, até sinto palpitações. Eu ainda procurei ajuda, porque pensei que talvez andassem mais desorganizados e se tivessem esquecido de repôr os cereais, que talvez se tivessem esquecidos deles lá num cantinho do armazém... Mas não, estão esgotados, aparentemente...
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Ainda por cima, sei que não me fazem muito bem. Afinal cereais de chocolate recheados com chocolate, não devem ser o alimento mais equilibrado para uma pessoa, mas nesta situação, dou-me um desconto. Afinal, apetites não tive muitos... Foi só isto e os pêssegos, que à falta de frescos, como de lata em calda.
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Bem, agora quase de 38 semanas, já me sinto na recta final desta corrida, apesar de me sentir óptima e leve, apesar dos kilos extra e de uma barriguita empinada. Ainda agora, acabei de aspirar a casa, estender roupa e vou agora finalizar de lavar o chão com o fabuloso "Fabuloso".
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O nome da nossa boneca já está escolhido, mas deixo a surpresa para mais tarde, já que ainda decorrem as votações. É bonito e simples e parece agradar à maioria.
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A roupinha já está lavada e passada, as malas feitas para o hospital e agora só nos resta esperar que ela nos dê a graça da sua presença cá fora, neste mundo menos aquático e mais ruidoso do que ao que ela se habituou.
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Sinto-me completamente descontraída, nada ansiosa, mas esperançada que tudo corra pelo melhor e que os astros estejam do nosso lado, para que tudo decorra suavemente para ambas as partes. Já do meu primeiro filho, também me senti assim, só comecei mesmo a entrar no esquema, quando as contracções me quiseram tramar. Hoje sei que já disponibilizam o tal milagre da epidural, mas não vou com expectativas de um parto sem dor. Não sou apologista de que os partos tenham de ser sofridos, mas tenho de me mentalizar que nem sempre as coisas correm como planeado e que por isso há grande probabilidade de o parto ter de ser à moda antiga e de a dita cuja epidural não provocar o efeito tranquilizador tão desejado.
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Mas estou entusiasmada e feliz por ser mulher. Apesar de implicar dor ou desconforto no antes e no depois, acho que é uma experiência milagrosa e do mais incrível que existe e por isso sinto-me bastante abençoada por já ter vivenciado tudo isso.
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Bem, hoje já me alonguei demais. São horas de almoço e a seguir venham mais uns pêssegos em calda.
Até breve!