segunda-feira, 18 de abril de 2011

O Meu 3.º Triatlo de Quarteira


Bem, aqui as notícias demoram a chegar, mas chegam...
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O Triatlo de Quarteira já lá vai, mas continua na memória. Foi um excelente fim-de-semana passado a fazer aquilo que mais gosto, na companhia de gente que também adora o desporto, desde os participantes à organização, que mais uma vez esteve de parabéns.
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Sábado tivemos a Taça da Europa e no Domingo a Taça de Portugal, em que participei.
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O tempo ajudou, apesar de termos tido uma corrente mais ou menos forte, as temperaturas do mar e ar estavam óptimas. O mar estava um caldinho, a meu ver. O vento soprou um pouco forte no ciclismo, mas na corrida esteve óptimo, ou então, era eu que ia já muito cansada e já nem sentia nada.
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A nível de esforço, penso que soube geri-lo bem, apesar de achar que podia ter feito um pouco melhor. Na natação desorientei-me bastante, andava metade do tempo de cabeça levantada a ver se não me desviava da rota. Mas com tanta cautela, desviei-me um pouco e perdi muito tempo. Acho que na natação, a inexperiência teve as suas consequências, além dos poucos treinos.
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No ciclismo, senti-me bem, mas o resultado não demonstrou isso. Há que melhorar...
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Na corrida, foi onde me senti mais à vontade. Penso que aqui podia ter arriscado mais. Falta de experiência em prova, mais uma vez.
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O melhor de tudo foi que tive a felicidade de ter uma claque, como nunca tinha tido. Até tive direito a cartazes com a minha foto, autoria da minha amiga Susana! Foram aplausos e cânticos desde a natação, onde já tinha a família Pimentel a aplaudir, até ao final da corrida. Até me envergonharam, pois aquilo ainda acarreta alguma responsabilidade! O público poderia pensar que ia ali uma atleta de alto gabarito (bem, pelo menos é assim que me consideram os meus caros amigos)...
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Bem, para concluir, foi uma grande festarola! Espero ter oportunidade de repetir a experiência nesta que é uma prova fantástica.
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O tempo final foi de 1h29'.
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Se tudo correr conforme planeado, o próximo será em Peniche, em águas bem mais frescas...Brrrrr...
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Abaixo ficam as imagens para mais tarde recordar, da prova Sprint, no Domingo.




















quinta-feira, 7 de abril de 2011

Triatlo de Quarteira 2011


A 3 dias do triatlo de Quarteira, sinto-me em pulgas. É uma das minhas provas preferidas e uma das razões é, claro está, por se realizar em casa, sendo a única prova do género na nossa querida região.
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Com apenas um mês de treinos em natação e ciclismo, sinto que precisava de mais 4 semanas para me sentir à vontade na água, e a pedalar nas subidas mas, pelo menos, sinto-me satisfeita, por não haver lesões e estar mais leve.
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Os treinos também podiam ter sido planeados, de forma a tentar corrigir lacunas, mas sendo eu, a amadora que sou, tudo foi feito ao sabor do vento e conforme a minha disponibilidade. Podia ser pior!
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Amanhã começa a grande festa, com a chegada da maior parte dos participantes. No sábado já podemos disfrutar do verdadeiro espírito de competição, com a prova das elites masculina e feminina, da parte da tarde, logo a seguir ao almoço. Assim, deixo a sugestão a todos, de virem a Quarteira, assistir a um grande espectáculo desportivo, onde se incluem os "finest" da Europa.
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Domingo será a vez da Taça de Portugal, onde se incluem também alguns dos melhores atletas nacionais. Eu estarei presente na linha de partida, e conforme, as condições do mar e vento, conto marcar presença na linha da meta.
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Este ano, terei bastante mais companhia, pois se nos anos anteriores, participei como Individual, este ano terei o prazer de participar como membro da secção de Triatlo do Louletano D.C.
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Na próxima semana, trago mais notícias acerca desta experiência, e se possível, recheada de fotos.
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Hoje deixo-vos o link do blog do clube de triatlo.
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Até já!

domingo, 13 de março de 2011

Corrida Escorrida

Neste momento continua a decorrer a corrida nas Lezírias, e o meu pensamento está com a Ana Pereira, que concerteza está a divertir-se imenso.
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Infelizmente, hoje não pude estar presente em Vila Franca de Xira, mas já completei os meus kms de Domingo acompanhada de dois amigos.
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Já corro há muitos anos, sob sol escaldante, à noite, de madrugada e à chuva, mas não me lembro da última vez de ter corrido sob chuva tão rija, como hoje.
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Há cerca de 3 anos, corri sob chuva pesada quando participei numa corrida da Universidade em Faro, mas nada assim.
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Começámos pelas oito da manhã com um céu negro, mas mais escuro para os lados de Albufeira. Por volta do km 9 começaram as primeiras pingas, e meio km depois começou a descarga. A chuva era tanta, que mal conseguia ver o caminho, pois as pestanas não conseguiam conter a água que me corria pelo rosto. As sapatilhas, em poucos minutos, ficaram a pesar o triplo ( e eu que já acho as Nimbus pesadas). E eu ria, por outro lado, pela graça da situação, da loucura de encontrar ali 3 tipos debaixo daquela chuva grossa, e por outro lado, por achar uma delícia correr sob tais condições tão raras (chuva intensa, bons kms, boa companhia).
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Para melhorar, começaram os raios e os trovões, os quais respeito imenso. Um dos colegas contava os segundos entre os raios e os trovões, a fim de se saber qual a proximidade. Estavam perto, muito perto e assim aumentou a nossa adrenalina. O outro colega chamou-lhe "corrida electrizante". E eu a brincar, dizia que esta podia muito bem ser a nossa última corrida, e aí mandaram-me calar e mostrar algum respeito :-))
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A caminho da praia da Falésia, km 12, tinha de ordenar às pernas para que se erguessem, tal era o peso em água que eu transportava nos pés. Água escorria dos meus braços, pelas mangas abaixo, quando de repente, a chuva começou a picar-me no rosto, chegando a magoar nas orelhas e no nariz. Já não era chuva, era granizo, que aliás, eu tinha previsto, há uns metros atrás.
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Tivemos de acelerar o passo e abrigarmo-nos na recepção do Lake Resort Hotel, pois o granizo podia intensificar-se e tornar-se desagradável. Assim que lá chegámos, fomos surpreendidos por um senhor da recepção que nos veio oferecer 3 toalhas quentinhas para nos aquecermos. O que posso dizer desta atiitude? Cinco estrelas. Que simpatia !!! E por isso mesmo deixo-vos o link do hotel, onde podemos encontrar gente cinco estrelas a trabalhar.
No final foi uma pequena paragem de cerca de 5 minutos.
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Para voltar a entrar na marcha, foi complicado, porque fiquei com as pernas um pouco presas, mas com a companhia dos rapazes tudo se compôs. Contornámos a marina e junto ao mar até Quarteira, completámos a nossa viagem de 17kms. Chegámos com 1h39'. Pouco secos.
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Uma aventura! A repetir, com a ajuda de São Pedro.
Bom Domingo, minha gente!

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Primeira Corrida

O aquecimento
A representar as cores de Portugal
O peixinho com alguns dos atletas do CDQ
Benjamins A e B
Gimme five!
O meu peixinho André desde há uns meses despertou para o Desporto. Vibra com o futebol, ao ponto de  sofrer a sério, ficando alterado (nisso, não é diferente do pai), com tiques nervosos, ao assistir aos jogos. E não é só com o Benfica. Pode ser com o Porto, o Sporting, o Barcelona ou o Real Madrid (Aos 6 anos ainda não entende o "clubismo", essa coisa de amor incondicional por um clube.). Adora-os a todos, ao ponto de ouvir os relatos dos jogos na rádio, na cama, quando já é tarde para estar de pé.
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A corrida parece ser igualmente uma paixão, pois está sempre a pedir-me para ir "treinar". Já fomos dar algumas voltinhas pelo quarteirão, com algumas pausas para alongamentos, que ele julga indispensáveis. Mas ultimamente, devido ao frio e chuva, temos falhado.
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Na passada terça desafiei-o a ir experimentar uma corrida no Grande Prémio de Carnaval em Loulé. Nunca julguei que ele quisesse ir, pois ele adora futebol, mas não se mostra interessado em treinar no clube local. Para ele é suficiente jogar com os coleguinhas na escola. Contudo achei que esta seria uma oportunidade interessante para ele ser confrontado com a sensação de vitória/derrota, já que sendo muito competitivo, revela muita dificuldade em aceitar a derrota.
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No caminho, pensei que esta talvez fosse a primeira e a última prova dele, pois provavelmente não seria capaz de lidar com a ideia de não ganhar. Felizmente, as mães também se enganam.
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Portou-se muito bem! Conviveu, divertiu-se, competiu e desejou repetir a experiência. E mais, deixou-me primeiro, muito emocionada ao vê-lo alinhado na linha de partida e em segundo, extremamente orgulhosa por ter estado à altura da situação.
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Depois de uma prova de 600m que durou 1'46'', a pergunta final do petiz: " Mamã, quando é que é a próxima?"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Mission Accomplished

Hoje está a ser doloroso fisicamente, mas ontem foi um dia delicioso - concluí os 20 kms de Cascais, chegando inteira, e na vertical.
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Estava um dia de chuva, mas cerca de 40 minutos depois do início da prova, a chuva cessou e o sol deu o ar da sua graça. Partimos às 10h, com uma volta de 5km por Cascais e passagem pela linha de meta, cumprindo os restantes 15km com ida até ao Guincho e regresso. Mais uma vez, fiquei deliciada...O percurso é bastante agradável e a única parte que assusta é uma descida depois da Sr.ª da Guia que, parecendo longa, nos faz temer o regresso. Mais tarde, constatei que a descida parece bastante mais longa do que a subida. O máximo, não é? Ou será apenas boa gestão de esforço?
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Logo no final dessa descida, na primeira metade, conheço o António Sul, que a partir daí, acompanha-me e, mais tarde, acompanho-o eu a ele, até ao final.
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Eu ia toda feitinha para ir caladinha, coisa rara...pois, no passado, constatei que indo focada nos meus objectivos, e concentrada na minha respiração e passada, alcançava melhores resultados. Mas, desta vez, de vez em quando, lá trocava algumas palavras com o meu parceiro, sendo ele o condutor principal das conversas.
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Senti-me sempre bem, mas até alcançar o ponto de retorno no Guincho, não sabia se tinha capacidades para aumentar o ritmo. O António neste aspecto foi um grande apoio, pois mesmo antes de chegar a esse patamar, já tínhamos começado a apertar mais um pouco e a ultrapassar. A partir daí, fomos sempre a ultrapassar. E que bela sensação!
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O vento naquela zona prega-nos sempre a partida. Achamos sempre que temos o vento contra quando vamos para lá, mas assim que voltamos, parece que ainda nos castiga mais. Logo, logo, esqueci o vento e concentrei-me na subidinha a seguir à Qta da Marinha. Nada de nada. Receios para quê? Não voei, porque me sinto pesada, mas fi-la sem dificuldades. Senti que estava em controlo, apesar dos níveis de confiança não estarem a 100%.
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Com o apoio do António, a partir do km 18, foi sempre a dar o meu melhor (com cautela). Curiosamente, a descida mais inclinada é sempre onde sinto que não rendo o suficiente, que poderia alargar mais a passada e soltar-me mais. Talvez se deva ao receio de lesão nos joelhos.
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O final estava ali, à curva. E antes de vislumbrar a meta, já sentia que esta missão estava cumprida, estando os objectivos praticamente todos alcançados.
  • Objectivo 1: estar na linha de partida com saúde e bem disposta;
  • objectivo 2: chegar à linha de retorno;
  • objectivo 3: alcançar todas as minhas "lebres" (outros atletas a quem me proponho alcançar e ultrapassar durante a prova);
  • objectivo 4: chegar com um sorriso em menos de 2 horas.
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Tudo cumprido. Numa 1h50', tal como em 2008. Três anos depois, 3 kilos a mais, mas a pujança de sempre. Parabéns a mim!:-)
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E muitíssimo obrigada, António.

À chegada
Eu e o meu peixinho
Número da sorte
Linha da frente. Ornelas, o vencedor incontestável (o rapaz
é incrível!!!) está de camisola amarela, no canto esquerdo, atrás do de camisola vermelha.
Todos vencedores.
Ó para mim. Onde está a Lénia?
Eu e o rapazinho que me pediu para chegar em 1.º (mas que se chegasse em 2.º ou 3.º, não fazia mal).
Eu e o António Sul


Já no relax.
Não podia faltar uma com o fotógrafo.
P.S. Em jeito de conclusão do último post (o efeito das endorfinas ainda não passou e com o entusiasmo da corrida, esqueci-me de vir dar notícias), na passada quarta-feira fui então fazer exames ao coração: um electrocardiograma, um ecocardiograma e uma prova de esforço.
No final, o cardiologista disse-me que de acordo com os exames, estava tudo bem, não se encontrava nada de errado e que eu tinha carta branca para continuar. Na opinião dele, depois de lhe explicar que a única coisa que se tinha alterado na minha rotina antes da corrida, era comer uma peça de fruta (antes sempre corri em jejum), ele achou que pudesse ser uma desordem a nível gástrico, relacionado com o estômago a empurrar o esófago que me pudesse levar a pensar que seria o coração. Não sei...fiquei confusa. No entanto, o Dr. pediu-me para testar as várias situações ( correr em jejum, fazer maior intervalo antes de correr, etc...). O que é certo é que das últimas vezes, depois desta conversa, corri em jejum e não senti nada. No dia da prova, tomei o P.A. duas horas antes e só tomei um pouco de Gatorade e dei duas trincadelas numa barra energética meia-hora antes da partida. Nada, não voltei sentir nada igual (talvez algo lá no fundo, fundinho). Vou continuar a testar. E pronto, aqui fica o meu testemunho, no caso de ser necessário.
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Até breve.

terça-feira, 1 de março de 2011

Já cá cantam mais quinze...

Local de partida - junto à ponte de madeira da Qta do Lago


A nossa Ria Formosa



Euzinha em suspensão

Campo de golfe de S. Lourenço

O Nelsinho sempre à frente - mas quem é que pára este rapaz?

O Lago dos patinhos - tinham ido dar uma volta...

Em pleno Ludo

No regresso
Domingo tivemos mais um treino longo de 15,5 kms, que terminámos em 1h35'. Hoje como tenho pouco tempo, deixo-vos as imagens em vez das palavras, que também dizem muito.
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Amanhã é dia de exames à máquina. Volto com pormenores.
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Boas corridas!