Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

Arriba, arriba!

Apesar de não pedalar e nadar há 2 semanas e andar a correr pouquíssimo, estarei no domingo em Ayamonte, Isla Canela, para mais um triatlo sprint, com muito entusiasmo. 

Às vezes, passa-se por estas fases, em que tudo se junta e não sobra tempo e motivação para treinar, mas mesmo com poucos treinos, quero estar presente, nem que seja pelas tapas com os amigos e colegas de triatlo, a seguir à prova. 

O ano passado estivemos lá e foi muito agradável. Foi também onde descobri que os espanhóis não deixam as senhoras andarem na roda.

Por cá, este fim-de-semana teremos também o CN de AG em Peniche, mas tendo em conta que temos aqui uma prova mais perto de casa que implica mesmos despesas, cá vamos nós para terras de nuestros hermanos.

Animo, compañeros!

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

A Mais Bela Corrida do Mundo

Ao fundo, os atletas preparam-se para a partida.

Ainda não tinha tido oportunidade de visitar esta região do Douro, e este fim-de-semana aliado a um passeio de fim-de-semana em família, participei na meia-maratona do Douro Vinhateiro em Peso-da-Régua, cuja organização a intitula de "A Mais Bela Corrida do Mundo". Eu como ainda não corri em muitos outros locais, não posso afirmá-lo, mas é de facto uma zona de grande beleza natural. 

A semana passada foi frescota no nosso país, e apenas a 1 mês do verão. Saímos do Algarve com temperaturas amenas de cerca de 23ºC para passarmos para máximas de 14ºC, mas curiosamente os 15ºC que estavam em Peso da Régua no domingo, logo pela manhã, eram muito agradáveis. Tivemos sorte com o tempo, pois nem esteve calor, nem frio. E ainda fomos abençoados com uma chuvinha ligeira, que serviu para refrescar. Contudo, enquanto atravessávamos a belíssima serra do Marão a caminho da Régua, apanhámos temperaturas de 4-5ºC.

A partida

A partida foi dada na ponte sobre a barragem, com uma divisão entre a meia e a mini-maratona. Penso que tudo correu bem, com tranquilidade. O único aspecto negativo que tenho a apontar nesta fase foi o atraso de quase 20 minutos na partida. Penso que quando estamos ali encurralados e parados no meio da multidão, 20 minutos não passam assim tão rapidamente. É um aspecto que a organização terá de melhorar. Penso que a pontualidade deve ser cumprida tanto da parte dos atletas como da parte da organização - o cumprimento do regulamento é um dos muitos aspectos que oferecem prestígio a eventos desta dimensão.


O percurso

A prova começou na barragem ali perto da Régua, a barragem de Bagaúste. E prolongou-se até à Folgosa, a cerca de 7km do local de partida. Nessa localidade fizemos o retorno, tornando a passar pela barragem ao km14, seguindo depois em direcção a Peso da Régua. O percurso, como podem calcular é lindíssimo e muito regular, ou seja, com ligeiras inclinações que quase não se notam tanto a subir como a descer. Um óptimo percurso, pois não sendo totalmente plano, também não oferece quaisquer dificuldades, tendo sempre por companhia o rio Douro logo ali ao nosso lado. No final atravessamos a ponte metálica de Peso da Régua e entramos na cidade, em direcção à meta.

Os abastecimentos foram regulares, mas não houve bebidas isotónicas, apenas água. Felizmente o tempo ajudou e penso que ninguém sofreu muito com o pouco calor. Mas acho que se tivesse havido uns copinhos com bebida isotónica ali a meio do percurso, tinha calhado bem.

É pena que em em alguns eventos de corrida, se entreguem garrafas inteiras de bebida isotónica, e cerca de 80% sejam desperdiçadas (como por exemplo aconteceu na Meia de Lisboa). Gostei da ideia de oferecerem bebidas isotónicas em copinhos de plásticos na Nike Tejo. Não há desperdício e podem assim fornecer a todos os participantes esse tipo de bebida.

A chegada

No final terminei com um senhor que me dizia "Não se deixe prender por mim"... Tive pena de não encontrá-lo no final, mas achei piada àquele comentário quando eu já ia em piloto automático nos últimos 2km, com algumas dores musculares. De qualquer forma, ainda consegui esticar nos últimos 400m e assim o perdi de vista.

Cheguei com as pernas muito presas, muito devido a ter feito o Iberman uma semana antes e ainda não ter recuperado a 100% e a ter andado muito de carro nos dias anteriores. Foi aí que achei que umas meias de compressão teriam feito a diferença na minha recuperação pós-prova. Aí está algo em que talvez invista nos próximos tempos.

Ora, no final normalmente seguimos por um corredor, entregam-nos o saco e bebida e seguimos à nossa vida. E aqui foi onde a organização se espalhou totalmente.

Eu ainda desculpei o atraso de 20 minutos na partida, mas na chegada aquilo não correu bem. Ficámos todos concentrados num corredor, sem ter espaço para alongar à espera de não sei o quê. Corrijam-me se estiver enganada, mas penso que ficámos ali quase uma hora à espera de sair, para percorrer uma distância de apenas 100m até à saída. Ai, ai, não se faz! Os responsáveis da prova, onde estavam?

É que ainda por cima, o problema via-se simples - falta de pessoal. Ora, com tantos atletas na chegada, tinham apenas 2 pessoas para entregar maçãs num único local, uma zona pequena para entregar o saco, contendo uma t-shirt e uma água, depois noutro ponto mais 2 pessoas para entregar 1 garrafa de vinho e no final estavam a entregar os diplomas que eram impressos na hora. E isto, quando o frio começou a sentir-se e a chuva a cair. Saí de lá a tremer.

Não teria sido mais fácil entregar os brindes todos juntos no saco e enviar o diploma via email mais tarde, tendo os voluntários todos unidos a entregar os sacos em pelo menos 2 ou 3 locais de forma a que tudo fluísse mais rapidamente?

Foi realmente aquilo que me desiludiu neste evento (além de claro, não ter recebido uma t-shirt técnica! Mas isto já são "picuinhices" da minha parte...). Quando consegui sair, as pessoas começaram a assobiar...

Conclusão:

Em geral, acho que foi uma prova muito boa. Terminei com 1h45'55'', quase a marca que eu pretendia. Apesar de aqueles 55 segundos estarem ali meio entalados, fiquei satisfeita, pois com treinos mais estruturados e regulares, sei que ainda há margem para melhorar.

A organização da prova tem mesmo de reflectir sobre esta parte final, pois pelo que me informaram, já no ano passado isto ocorreu.

De resto, o percurso é muito bom e a zona lindíssima. No meu caso pessoal, talvez tenha sido uma participação única, pois atravessar o país para participar numa corrida num local tão distante é complicado e muito dispendioso. Este ano, houve essa oportunidade porque a família tinha já marcado este passeio pelo norte do país.

E agora, segue o próximo desafio - continuar a treinar com regularidade!

Boas corridas para todos!




A cidade de Peso-da Régua em todo o seu esplendor
banhada pelo rio Douro.



Fotos retiradas do Facebook da Meia-maratona do Douro Vinhateiro e da Internet. Caso os seus proprietários não as queiram ver aqui reproduzidas, por favor contactem-me, que as mesmas serão retiradas de imediato. Obrigada.





Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Iberman 2013 - Finisher




POST SCRITPTUM: Este post é looooooooooonnngo!

Nem sei por onde começar...
No sábado passado levantei-me às 4 da manhã para rumar a Ayamonte a fim de participar num desafio que me "atormentava" já há 4 meses. Não foram 4 meses de treino duro, mas envolveu muito sacrifício na medida em que dependi da boa vontade da família e do seu tempo disponível para que pudesse treinar um pouco mais do que o habitual. E nisso tenho de agradecer e muito o apoio de pais, sogros, filhos e marido.

A agradecer tenho também os meus colegas de triatlo, núcleo forte de companheirismo. Muitas vezes, foi por eles que mantive a esperança de participar. Obrigada sobretudo ao David Caldeirão, nosso "mentor", nosso mestre nesta caminhada dos últimos meses, que nos apoiou mesmo à distância.

É que isto de tentar treinar uma média de 10h semanais (houve semanas de 13h-15h) parece coisa pouca, mas ou há ali uma tremenda força de vontade ou não se consegue cumprir os objectivos mínimos. 

Foram dias complicados em que saí muitas vezes de casa com um grande peso nos ombros por causa do sentimento de culpa por largar a família em mais uma manhã, ou então por simplesmente não me apetecer fazer mais um treino longo por causa do frio ou do vento ou da ameaça de chuva, preferindo antes ficar no quentinho debaixo das mantas. 

Mas quem corre por gosto, não cansa, e a verdade é que na maioria das vezes, consegui cumprir o estabelecido e a prova disso chegou no dia 11 de Maio, quando me apresentei às 5 da manhã em Ayamonte para participar no triatlo de longa distância (ou Ironman 70.3, já agora!) Iberman. 

1.ª PARTE

Estava um dia frio e ventoso. Vento norte. Deu logo para fazer as contas e saber que íamos apanhá-lo de frente nos primeiros 40-50km do segmento de ciclismo.

Do parque de transição, caminhámos cerca de 1km até ao cais onde iríamos apanhar os barcos que nos transportariam até meio do rio para iniciarmos aí o segmento de natação na distância de 1.8km.

Já no barco, falavam que as senhoras iriam partir 1min. mais tarde que os homens. Não pareceu fazer sentido mas resignei-me. Estava então descansadinha da vida, pois tinha tempo... Subitamente, mandam-nos saltar para a água para supostamente alinharmos todos juntos mais à frente. Lá nadei tranquilamente até essa suposta linha de partida. Quando levantei a cabeça reparei que já havia atletas quase a chegar a Ayamonte e eu ali meio perdida sem noção de que havia sido dada a partida... Aí usei o bom senso e comecei a dar ao braço, eh, eh, eh...

Nadei sempre um pouco ao largo, enquanto via a maioria muito junto à margem. Mais tarde soube que muitos chegaram a caminhar junto à margem devido à maré tão baixa e cortaram-se nas cascas de bivalves.

Levei poucos pontapés, afastei-me sempre que senti alguém a querer atropelar-me e acho que até me saí bem...

Felizmente a maré estava a baixar e mais de metade do percurso foi quase a ser empurrada pelo rio que estava a desaguar para o mar. Apenas no interior da marina é que tivemos de lutar contra a corrente da água que saía.

A parte mais radical foi quando me aproximei da margem para sair de dentro de água. Mal tento colocar-me na vertical, não consigo pois tenho lodo/lama até às coxas a querer afundar-me. Tal como a maioria dos colegas também me cortei em vários sítios dos pés, mas com a adrenalina na altura não sentimos nada. Ontem ainda andava coxa de um pé por causa de uma ferida ainda aberta.

Foi uma luta vs máscara de beleza. Só tenha pena é de aquela lama, de cheiro muuuuiiiito suspeito, não me parecer ser daquelas com grandes benefícios para a beleza e saúde da pele, tipo a do Mar Morto. É que aquele mar dentro da marina estava mais que morto, estava já em decomposição, e nós ali no meio. Bem, mas passemos à frente que isso já não importa nada.

2.ª PARTE

Perdi mais de 6' na primeira transição, o que é um exagero tremendo quando a média da maioria dos atletas foi de 2'-3'. Eu não queria vestígios daquele tratamento de beleza no meu corpo e daí ter-me distraído um pouco.

O segmento de ciclismo e eu estava com receio do frio que ia apanhar por causa do vento que soprava de noroeste. Ao fim de 5 km já não sentia frio, pois o percurso começou logo com uma subidinha para ajudar a aquecer.

O trânsito não esteve condicionado fora da zona urbana de Ayamonte, o que significa que tivemos de pedalar na esperança dos condutores serem compreensivos/misericordiosos. E foram, tudo correu cinco estrelas. 

Apanhámos vento na primeira metade do percurso, o que foi bastante duro, especialmente para as pessoas que evitam pedalar em dias de ventania (eh, eh, eh). Tive o privilégio de ser acompanhada durante cerca de 20-30km pelo meu colega de equipa Filipe Conceição, que ainda há poucas semanas esteve em África do Sul a participar num Ironman, e que no seu dia de aniversário apareceu às 7 da manhã em Ayamonte para nos vir apoiar. Ganda Flip!

O Filipe foi um bom apoio mas como é proibido o drafting, estive a ver a minha participação em risco, pois os juízes vieram "avisar-me". Foi nessa altura que o ritmo baixou e perdi o grupo em que ia inserida, e onde seguia a vencedora do dia, Maria Sierra, que me tinha apanhado alguns km antes. 

A partir daí segui sempre sozinha até cerca do km70... 

Por causa da partida acidentada na natação, não tive tempo para um xixi, o que me deixou aflita durante a primeira parte do ciclismo. Perdi tempo e concentração a tentar descobrir onde parar para um pit stop. Complicado...

A subida junto a San Lúcar de Guadiana de cerca de 2-3km foi a parte mais agressiva, em que pensei que a bicicleta ia parar. Felizmente, nuestros hermanos são um povo fantástico na sua maioria, e ali tive sempre apoio moral do público e voluntários que nos mantinham animados com as suas palavras de incentivo e boa disposição. 

Chegando a El Granado, tomei a decisão de parar na bomba de gasolina para ir ao wc. Tive de ir pedir a chave, depois não consegui abrir a porta, tive de pedir ajuda ao rapaz para me abrir a porta, despir um fato com um fecho complicado nas costas...Ai, ai... sei que perdi pelo menos ali uns 5-6 minutos. Mas teve de ser...quando voltei à estrada senti-me outra.

E verdade seja dita, foi também aí que começámos a ter vento lateral e posteriormente foi a rolar um pouco pela planície e depois, com vento quase nas costas, por uma estrada ondulante que nos permitiu atingir boas médias de velocidade. 

Foi a partir daí que comecei a ultrapassar alguns colegas (novidade para mim, ultrapassar alguém no ciclismo, segmento onde sou mais fraca!!!), e que serviu para me aumentar o ânimo.
Infelizmente, distraí-me mais uma vez, deixei cair um gel no chão e voltei atrás, com receio de que aquele gel fosse fazer falta (era o último), e fui ultrapassada. Posições que felizmente ainda consegui recuperar.

Não sei se a minha estratégia foi a mais correcta, pois pensei sempre em resguardar-me até El Granado e a partir daí puxar mais a sério pelas pernas, mas olhando agora para trás talvez devesse ter arriscado mais. Não sei se a minha fc média de 156-158bpm poderá ter influenciado esta minha decisão nos primeiros 50km, com receio de poder afectar o rendimento na corrida. A verdade é que nunca corro com pulsómetro nas provas e desta vez não sei se foi positivo.

No final do segmento cumpri os cerca de 100km com média aprox. de 26km/h, o que para o meu nível até nem foi mau.

3.ª PARTE

Na 2.ª transição já tinha a família junto ao meu "lugar de estacionamento", o que foi motivo de satisfação para mim. A minha pequenina perguntava: "Onde vais mamã?", " A mamã vai ali correr um bocadinho e já vem".

Saí para o segmento de corrida muito bem, com muita adrenalina, a correr abaixo dos 5'/km nos primeiros 2km, a achar que o pior já tinha passado e que agora os cerca de 20km seriam cumpridos com alguma ligeireza dentro de uma média máx. de 5'30''/km.

Assim que chego à zona do "deserto"( corremos numa zona muito isolada à uma da tarde, sem sombra, sem público, num percurso ligeiramente acidentado de terra batida, areia e pedras), o calor começa a apertar comigo e o ritmo começa a baixar gradualmente para 5', 5'15'', 5'20'', 5'30''.

Até aí tudo bem, ultrapasso 2 colegas... e ao longe avisto outro atleta que corria uns metros, caminhava, parava, andava, parava ... Aquilo mexeu comigo, pois nessa altura comecei a sofrer com o calor, sentia a boca muiiitto seca, e aquela imagem de sofrimento afectou-me... Comecei a pensar para mim, que se não ultrapassasse aquele senhor, entraria no mesmo compasso, de parar e andar.

Lá o ultrapassei mas a partir daí senti que começou uma luta interna entre a mente e o corpo. No meu caso, era a mente que estava a querer trocar-me as voltas. Eu sabia que o corpo aguentava, mas a minha mente só me dizia que com aquele calor, era bom era beber um copinho de água, tomar um duche fresco e estar sob uma bela sombra...

Naquele momento decidi que iria correr sempre, mas que nos postos de abastecimento iria beber à vontade e até parar para o fazer. E assim foi, em cada abastecimento (tivemos 4) parei para beber e no penúltimo, na vila de Redondela, foi um exagero. Entrámos na vila, depois da travessia do deserto e quando encontro o posto de abastecimento tenho lá uma bela sombra com Barcelona dos Queen a tocar em estilo triunfante aos berros e  na mesa um belo banquete de frutas e bebidas. Não é demais dizer que o pessoal que lá estava era simpaticíssimo e que ainda fiquei lá uns minutos de conversa (2-3'). A partir daí já só faltavam cerca de 6km até ao final.

Saímos da vila e fomos por uma estrada alcatroada até ao pinhal que nos levava até à praia. Aí o vento estava a soprar de oeste, de frente mais uma vez. 

Estes últimos 3km foram duros mesmo sabendo que lá ao fundo estaria a meta à nossa espera (nem se conseguia visualizar o pórtico àquela distância). Mas para quem costuma correr na praia, sabe que 3km no areal parecem infinitos...

A pouco menos de 1km, tive a alegria de ver o meu pardalito e o meu pai a correr na minha direcção. E pouco mais à frente a minha pardalita voadora com a minha mãe. O marido fotógrafo estava ali também. Correram a meu lado uma pequena parte, mas à minha velocidade "supersónica" (eh, eh, eh) foi difícil acompanharem-me.

Ao sentir a meta já ali a poucos metros senti a emoção à flor da pele. Há cerca de 2 semanas tinha quase tomado a decisão de não participar e agora estava ali a terminar. 
À chegada tinha os meus queridos colegas a congratularem-me, o que também foi muito especial.

Obrigada a todos os que estiveram presentes fisicamente e, outros espiritualmente, a apoiar-me. 
Agradeço também à organização, pelo empenho e esforço demonstrado. 

Missão cumprida! Soy una finisher Iberman!

Tempo final oficial: 6h23:48 para 1.8km - 100km - 19km

Se para o ano cá estarei? Assim que cheguei disse aos meus colegas que tinha sido a primeira e provavelmente a última vez que fazia uma coisa daquelas.

Mas passadas umas horas e sentindo-me bem (à parte das queimaduras solares e corte no pé), comecei a pensar na hipótese de voltar a repetir esta façanha. Talvez Lisboa em 2014. Mas aí só se a vida no próximo ano o permitir.

Mas se não for em 2014, desconfio que, havendo saúde, voltarei a ser uma finisher num dos próximos anos.

Para lerem sobre outra perspectiva desta corrida, sugiro a leitura do divertido blog do meu querido colega Luís aqui. No meu post refiro-me a uma subida como tendo 2-3km, ele 1km. Isto para mostrar que para duas pessoas diferentes há sempre versões diferentes da história.

Em Outubro, o Iberman estará de volta para o dobro da distância.
Nessa altura estarei novamente presente, mas para apoiar os amigos que irão participar nessa loucura que envolverá as distâncias de 3.8km a nadar, 180km a pedalar e 42km a correr. Será para muitos 16 horas de muita dureza e adrenalina. Para mim, será mais uma vez uma alegria poder estar de alguma forma envolvida num ambiente que adoro.

IBERMAN: Siempre!

(Obrigada aos fotógrafos Luís Mestre, Bruno Ribeiro e Luís Santos.)


Perto do parque de transição com João Rita, Igor e Luís.

A aguardar pela boleia dos barcos.


E lá fomos rio acima.


Os atletas a atirarem-se para dentro de água.

A "falsa" partida...

No rio estava-se tão bem...



E aqui começa a parte radical, com lodo e lama até às coxas.

Pareciam areias movediças, a puxar para baixo.


Escalada à SEAL!

Na 1.ª transição perdi mais de 6'.
Nas fotos percebe-se como.



O melhor final de sempre
com os meus pais, filhos, marido e amigos à minha espera.


Já consigo ver a meta!!!



Com Luís, Maria Inês, João, Fabinho, Nelson, David e Igor.

Junto à linha de meta.

No hotel Barceló Isla Cristina,
que serviu de base para a organização e atletas.



A nossa medalha de Finisher: linda!


As Noosa portaram-se bem,
mesmo num percurso tipo trail e areia. 

É sempre um orgulho estar ao lado de "campeónas",
que me deram 10 a 0.


A grande vencedora feminina, Maria Sierra,
que me ultrapassou no ciclismo e fez um excelente segmento de corrida.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

The Flying Dutch Girl

 Inspiração do Dia

A Yvonne Van Vlerken, para quem não sabe, é uma triatleta profissional de 34 anos de nacionalidade holandesa, que além de lindíssima é uma pessoa com um grande carisma. 

Ultimamente, tem sido uma das minhas inspirações neste desporto. Olhem-me aquelas pernas, a técnica de corrida..., eu quero correr assim!!!

Em 2012 foi vencedora do Ironman da Florida, em 2010 foi 7.ª no Ironman do Hawaii, em Kona e em 2008 quebrou o recorde de Paula Newby Fraser no triatlo Quelle Challenge Roth, com 8h45', menos 5 minutos, que se mantinha há 14 anos. 
Quebrou esse recorde em condições adversas com frio, chuva e vento. Um ano mais tarde a também poderosa Chrissie Wellington quebrou esse recorde, terminando com menos 13 minutos , mas em condições perfeitas.

Yvonne mantém-se sempre no topo, com várias subidas ao pódio, tendo iniciado a sua carreira desportiva no futebol e mais tarde nos duatlos.

You fly, girl!









Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

"A Caracola" - guess who?

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A tentar aprender a nadar... Neste momento, a velocidade  não é, definitivamente, a minha prioridade, mesmo que eu quisesse ou tentasse... :-)

(Para visualizar os vídeos, é necessário ampliar a janela, clicando no quadrado no canto inferior direito.)

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

A caminho do Iberman


Dos oito ciclistas na foto, seremos cinco no próximo sábado a participar no Iberman, a realizar-se entre Ayamonte e a Isla Cristina. Serão 1.9km a nadar, 100km a pedalar e cerca de 20km a correr.

Este domingo fizemos o último treino longo de ciclismo, ligeiramente acima dos 80km. 

Foi uma volta tranquila, com muita conversa à mistura, e que serviu também para me levantar o ânimo para o desafio do próximo sábado. 

Obrigada pelo apoio! É com companheiros desta raça que vale a pena partilhar estas aventuras...




Domingo, 5 de Maio de 2013

Primeiro banho de mar de 2013


E não é que escolhi bem o dia? Estava uma maravilha, com o fato é claro. Mas mesmo assim naquele momento em que a água entra pelo fato adentro e se começa a espalhar...Ui, ui...

No ano passado não dei muitos mergulhos na praia, pois sou friorenta, mas este ano talvez me aventure mais, caso se arranje um grupinho para fazer umas sessões de natação no mar, durante o verão.

Nadar no mar não se compara a nadar numa piscina. Para uma pessoa como eu, para quem nadar na piscina é um sacrifício ( e até tenho sorte, pois em Quarteira existe piscina de 50m...), quando tenho uma oportunidade destas  redescubro o prazer de nadar.

Boas braçadas!